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AGT representa mais de 70% do negócio da Imprensa Nacional

A Imprensa Nacional, gráfica Oficial, adstrita ao Secretariado do Conselho de Ministros, comemora 173 anos no dia 13 de Setembro do ano em curso. Do Jornal Oficial em 1845, Boletim Oficial de Angola até 1975 ao Diário da República, a unidade de produção modernizou-se, oferecendo serviços gráficos a todos os segmentos do mercado, mas pouco conhecidos. Produção dos Diários da República, de livros, de formulários, blocos e documentos com elementos de segurança como certificados, são algumas das suas actividades

POR: Miguel Kitari

Está instalada no Bairro Saneamento, Cidade Alta. A Imprensa Nacional é uma gráfica moderna aberta ao público. Com um volume de encomenda considerável, sobretudo de instituições do Estado, onde a Administração Geral Tributária (AGT) se destaca como a maior cliente da Imprensa Nacional-EP (IN). O volume de negócios com a AGT, explica o director Comercial da IN, representa mais de 70% da facturação da gráfica. David Marcos António sublinha que “a AGT é o maior cliente, e ao mesmo tempo é um dos nossos parceiros estratégicos”. Na Imprensa Nacional tudo começa na área de edição dirigida por Alson Comboio.

Os técnicos deste departamento têm a tarefa de transformar os textos (Decretos Presidenciais e não só), editá-los, fazer análise técnico-jurídica, sobretudo inconformidades, e, depois, paginar e publicar. “Os actos só têm legitimidade depois de serem publicados em Diário da República”, lembrou o director de Edição e Arquivo da Imprensa Nacional, Alson Comboio. Explicou ainda que na sua área são produzidos e publicados os Diários da República I, II e III Séries, cujo preço no mercado varia de acordo com o número de páginas. Ao nível da Imprensa Nacional é consensual que como meio de comunicação oficial do Estado (Diário da República) no médio prazo deve ser disponibilizado de forma grátis, ficando o encargo da sua produção sob a responsabilidade do Executivo.O argumento é que “ se o cidadão já paga impostos, tem o direito de ser informado. Aliás, a lei diz que ninguém pode ser ilibado de crimes por desconhecimento das leis”, sublinham.

UGS, a coqueluche da Imprensa Nacional

Inaugurada em 2014, a Unidade Gráfica de Segurança (UGS) que tem como finalidade o combate à contrafacção e falsificação de documentos, sobretudo dos Órgãos de Soberania, através da introdução de elementos de segurança não visíveis a olho nu. É na UGS onde são produzidos blocos de multas para a Direcção Nacional de Viação e Trânsito, formulários para a AGT, diplomas para universidades do país, e outros serviços. “Estimamos que mais de 80% dos diplomas das Universidades dos pais sejam concebidos e impressos na UGS”, disse o director Gráfico, José Lucas. Além das duas unidades gráficas existentes na Cidade Alta, o negócio estende-se ao município do Cazenga, onde está instalada outra gráfica que se dedica à produção de livros. Nesta altura, explica, foram confiados a IN a edição e impressão de 6 milhões de livros escolares, processo que deve começar ainda este ano. A gráfica está equipada com máquinas de última geração, compradas na Alemanha. “Para manter funcional o equipamento, a IN formou, no exterior, os seus técnicos que com recurso aos expatriados ajudam na manutenção dos equipamentos. Além disso, há um processo de formação onjob assegurado por técnicos nacionais e expatriados”, disse a administradora para a Área Administrava e Recursos Humanos, Rosa Cruzeiro.

História da Imprensa Nacional

Existente há 173 anos, a comemorar no dia 13 de Setembro, a Imprensa Nacional, adstrita ao Secretariado do Conselho de Ministros, começou como Jornal Oficial. Hoje, numa nova era, assume-se como uma unidade de negócio capaz de concorrer, de igual para igual, com as outras gráficas. Aliás, apostou em equipamentos mais modernos.

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