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Seminário sobre autarquias considera mais benéfico gradualismo funcional

Duzentos e cinquenta militantes da UNITA, provenientes das 18 províncias do país, concluíram ontem, em Luanda, uma acção formativa sobre as autarquias locais. O seminário, que abordou durante quatro dias e de forma extensiva a questão, teve como prelectores especialistas de Cabo Verde, Moçambique, Zimbabwe e da África do Sul. A acção formativa foi direccionada a formadores de quadros e teve por fito o fortalecimento das suas aptidões na abordagem com os cidadãos, bem como garantir a sua participação informada no processo de implementação das autarquias locais em todos os municípios do país. De acordo com o comunicado final do fórum, os participantes consideraram o evento bastante produtivo, tendo podido entender claramente o carácter discriminatório, antipatriótico e antidemocrático do propalado gradualismo geográfico. Foram abordados, dentre outros, temas como: “O conceito de autarquias” e “a importância das autarquias locais em democracia”. No fórum, os especialistas moçambicanos revelaram os aspectos negativos do gradualismo geográfico aplicado naquele país, que após mais de 20 anos desde as primeiras eleições locais se revelou incapaz de se estender a todo o território nacional, criando como consequência assimetrias gritantes entre as localidades beneficiadas e as deixadas fora do processo autárquico. Da sua parte, o convidado cabo-verdiano mostrou as grandes vantagens da experiência do seu país em que as autarquias foram implantadas simultaneamente, sendo uma das razões que mais contribuíram para o combate à pobreza e para o crescimento reconhecido de Cabo Verde.

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