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Angola assina acordo para agricultura familiar na CPLP

Angola assinou na Sexta-feira, 20, em Lisboa, na pessoa do ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, um acordo para valorização da agricultura familiar nos Estados membros da CPLP, denominado “Carta de Lisboa”

Os demais Estados membros da CPLP já rubricaram o referido acordo a 7 de Fevereiro deste ano (2018), em Portugal. Angola não assinou na altura por indisponibilidade. Após a assinatura, o ministro Marcos Nhunga reafirmou que em Angola a agricultura familiar é a sua base e responsável pela produção de mais de 80 porcento daquilo que se consome no país.

O que Angola vai fazer, frisou o governante angolano, é trabalhar no sentido de cumprir com os 17 compromissos assumidos nessa área, já que a agricultura familiar tem um papel fundamental na agenda 20/30.

O país, referiu, pretende também trabalhar no sentido de cumprir e promover acções que criem uma agricultura sustentável ao nível do grupo dos países membros. Realçou que Angola tem muito trabalho a fazer, principalmente na facilitação de crédito, estruturar o crédito ao nível dos camponeses, aumentar os factores de produção, buscar esquemas de comercialização que facilitem o transporte da produção.

O ministro ressaltou a necessidade de os governos estabelecerem mecanismos para que essa produção possa ser aproveitada. Para o governante, a Carta de Lisboa representa para Angola e para a CPLP o reconhecimento, identificação e promoção da agricultura familiar.

Por sua vez, o ministro luso da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, considera fundamental a cooperação no domínio da agricultura entre Portugal e Angola. Informou terem já alguns projectos em fase adiantada de cooperação, como da inovação, investigação, sanidade vegetal e animal, que são fundamentais para o ciclo de desenvolvimento que o país está a atravessar e, naturalmente, que uma cooperação só é produtiva quando funciona nos dois senti
dos.

Os dois países, realçou, estão interessados em que empresários portugueses possam se instalar em Angola e vice-versa, assim como estão interessados em estimular o comércio agrícola nos dois sentidos.

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