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Se Kabila buscar um terceiro mandato, eu me retirarei da FCC

O historiador Elikya Mbokolo disse em entrevista à Radio Okapi que se retirará da Frente Comum para o Congo (FCC) se Joseph Kabila buscar um terceiro mandato“existe um pré-requisito que é a questão constitucional.

O Presidente Kabila será candidato ou não? a Constituição proíbe-o. Haverá manobras para ele concorrer de qualquer modo? Você sabe que em todos os países, mesmo nos mais democráticos, a regra de ouro dos políticos é que a boa piada é melhor do que más eleições. Então ele pode ser um candidato. Neste caso, muitos de nós pensam que o segundo mandato é suficiente e vamos sair dessa frente.

A Frente não é um partido”, disse Elikya Mbokolo. Um respeitado intelectual, Mbokolo assinou a 14 de Julho de 2018 a carta fundadora da FCC, provocando várias críticas dos internautas congoleses. Após a sua assinatura, ele explicou-se nos media. “A carta para mim faz parte de uma série de acções que eu desenvolvo. Foram as primeiras consultas nacionais, depois o conclave da cidade da União Africana.

Portanto, a FCC é a busca normal de acções que visam estabelecer uma verdadeira reconciliação entre todos os congoleses. Reconciliação não significa que todos pensam a mesma coisa.

Mas isso significa debater, debatemos nos espaços previstos para isso”, explicou o professor. Elikia Mbokolo quer a extensão do FCC em todo o país. Ele espera que a plataforma defenda a soberania do país. “Temos que parar com o desmoronamento de pequenos partidos que lutam por problemas menores. Temos de alcançar uma ampla plataforma que reúna o maior número de congoleses que fazem parte da dinâmica actual da preparação das eleições e que tenham objectivos políticos.

Aqueles que lutam pela Independência do país, pelo respeito da nossa soberania. Aqueles que têm objectivos de desenvolvimento económico. Eu acredito que a FCC é uma dinâmica que fará uma mancha aglutinadora. Nós começamos aqui em Kinshasa. Ela vai-se propagar como fogo em todo o Congo, provavelmente, também na diáspora, para que as coisas comecem a mudar realmente no que diz respeito à soberania e identidade”, disse Elikya Mbokolo.

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