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APN insiste no financiamento para as autárquicas

Quem o reitera é o seu líder, em entrevista exclusiva a OPAÍS, em Luanda, à margem do encerramento do seminário metodológico sobre autarquias locais realizado de 20 a 21 deste mês

Texto de: Ireneu Mujoco

Quintino Moreira disse que o Estado angolano deve subsidiar as Eleições Autárquicas, à semelhança do que ocorre com as Eleições Gerais, tendo em conta a sua importância na organização política democrática e no aprofundamento da democracia participativa. Justificou ser necessário financiar os partidos políticos e outros actores para que todos concorram em pé de igualdade, conforme estabelece a Lei dos Partidos Políticos.

“Somos contrários à discriminação de toda a espécie vigente, do triunfalismo e da imposição”, desabafou o político, acrescentando ser dever do Estado financiar todas as forças políticas. Afirmou que ao financiar os partidos políticos ou seus actores, o Governo não estaria a fazer favores a essas forças políticas, mas a cumprir o seu dever.

“Por esta razão, conclamamos aos patriotas angolanos, aqueles que, pelos seus actos, sempre demonstraram ser a reserva moral do Estado, a tudo fazerem para cumprirem com esse pressuposto legal”.

Ganhar autarquias

Olhando já para as eleições autárquicas de 2020, Quintino Moreira disse que, apesar das dificuldades financeiras que a APN atravessa, resultantes da falta de financiamento do Estado, está a trabalhar para ganhar eleições em algumas circunscrições.

Aliás, este foi o motivo da realização deste seminário que reuniu mais de 200 quadros, entre secretários nacionais e delegados provinciais, para muni-los de ferramentas ligadas às autarquias. Reconheceu ser uma tarefa árdua, mas acredita numa boa safra eleitoral do seu partido para superar o resultado desfavorável obtido nas Eleições Gerais de 2017, em que não conseguiu um único deputado à Assembleia Nacional.

Nas eleições de 2020, se houver financiamento, a APN projecta concorrer em várias circunscrições em todo o país, para, segundo o seu líder, ganhar e começar a governar nos municípios, vilas e cidades. Explicou que uma vez que o seu partido consiga um resultado favorável nas eleições autárquicas de 2020, poderá ir às Eleições Gerais de 2022 mais motivado. Disse que o projecto da Aliança Patriótica Nacional é o de voltar ao Parlamento, trabalhar para ganhar eleições e formar Governo nos próximos processos eleitorais.

Quintino Moreira entende ser necessário que a APN se empenhe a fundo para ter uma presença significativa nas eleições autárquicas que se avizinham. Admite que o partido que não estiver representado a nível do Poder Local dificilmente sobreviverá às Eleições Gerais, no quadro da composição do futuro parlamento e consequente formação do Governo que resultar de tais eleições.

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