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França admitida como novo observador da CPLP

A frança obteve o estatuto de Estado observador associado da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) durante a conferência dos chefes de Estado e de Governo ocorrida de 17 a 18 de Julho na cidade de Santa Maria, em Cabo Verde.

A informação consta numa nota de imprensa da Embaixada da França enviada a O PAÍS, que adianta que com a sua adesão à CPLP, este país pretende reforçar as suas relações com os Estados membros da Comunidade, no que concerne a promoção da diversidade cultural. Esta adesão, segundo ainda a nota, resulta do quadro dos laços históricos que a França tem com os países que integram a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, espalhados por vários continentes. Trata-se de laços históricos e humanos, com destaque para o Brasil e Portugal.

Em cada um dos nove Estados membros da CPLP, a França mantém uma presença que possibilita enriquecer as suas relações político-diplomáticas, culturais e económicas, acrescenta a nota. De acordo com o documento, vários cidadãos luso-descendentes que detém funçõeschave na vida política, cultural e económica francesa mantém viva a cultura lusófona e verão nessa ascensão o reconhecimento da sua acção.

A nota termina dizendo que a França é o país onde se encontra o maior número de cidadãos lusófonos na Europa depois de Portugal. Refira-se que a CPLP, fundada em 1996, reúne 9 Estados membros (Angola, Brasil, Cabo- Verde, Guiné-Bissau, Guiné equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé-e-Príncipe e Timor-Leste), bem como uma dezena de Estados observadores associados.

A população dos países membros é de aproximadamente 270 milhões de pessoas. No ano de 2002, após conquistar a Independência, Timor-Leste foi acolhido como país integrante. Em 2014 a Guiné Equatorial tornou-se no nono membro da organização.

Financiamento A CPLP é financiada tanto por meio do orçamento de funcionamento do Secretariado Executivo, custeado por contribuições obrigatórias dos Estados- membros, como pelo Fundo Especial, alimentado por contribuições voluntárias e destinado a custear programas de cooperação, projectos e acções pontuais.

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