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XIII edição do FESTECA prossegue no Cazenga

Prossegue no Centro de Animação Artística do Cazenga (ANIM’ART), em Luanda, a XIII edição do Festival Internacional do Cazenga (FESTECA), com exibições das peças, oficinas e intercâmbio cultural

Texto de: Antónia Gonçalo

O festival de decorre desde Quintafeira, 19, prossegue hoje com a exibição das peças “Traços de revolta”, “Traços do tempo” e “Momentos do alambamentos” que serão apresentadas pelos grupos Gesta Artes, Tujinguenji e Puniv do Teatro. Entretanto, durante o acto de abertura do festival foi prestada homenagem ao grupo teatral moçambicano, Girassol, que realiza em Maputo o Festival Internacional do Inverno (FITI), pela parceria existente com o FESTECA, que visa levar grupos de ambos os países a participar nas actividades.

O coordenador do grupo, Joaquim Matavel, enalteceu o facto, tendo referido que a mesma acarreta maior responsabilidade para o grupo, impondo desafios, em sobretudo continuar a trabalhar em prol do crescimento do teatro ao nível de África e do mundo. “A homenagem apanhou-nos de surpresa. Viemos apenas com a intenção de participar. Merecer este tributo do povo angolano, por via do FESTECA, é muito bom.

O sentimento é de grande alegria. Temos como desafio continuar a trabalhar para não defraudar as espectativas. Temos de continuar a nos unir ao povo angolano através do teatro”, considerou. Intercâmbio Quanto à parceria existente entre as duas instituições, o coordenador do grupo realçou que tem permitido o intercâmbio cultural entre os vários grupos de ambos os países.

O também coordenador do FITI realçou ainda que por se tratar de iniciativas que visam o engrandecimento do teatro, deve merecer a atenção espécial do Governo e dos empresários de ambos os países. “É engraçado porque os moçambicanos e os angolanos conheciam apenas o teatro português e o brasileiro.

Nos encontrávamos apenas nos eventos realizados nestes países. Hoje isso não acontece. Por essa razão penso que a iniciativa devia ter o apoio das identidades locais, inclusive dos municípios,”, apontou.

O grupo homenageado apresentou no palco do FESTECA a peça “O quarto”. A peça conta a história de um casal, que discute sobre vários assuntos que afligem a relação, dentre ele, com maior realce questões relacionadas com a homossexualidade. Joaquim Matavel considera a peça um tanto ao quanto complicada, por considerar que a questão da homossexualidade deve ser ainda pouco abordada a nível social.

“Quando apresentámos pela primeira vez em Moçambique foi com um receio muito grande, o mesmo aconteceu aqui. Como artistas, não estamos a dizer que sim ou não, mas que precisamos abordar o assunto. Acredito que os presentes apreciaram a peça e vão a partir de hoje falar mais sobre esta temática”, realçou.

Na ocasião, o director provincial da Cultura, Manuel Sebastião, considerou o FESTECA num projecto de intercâmbio e de desenvolvimento das capacidades artisticas dos actores. “O festival vai na sua XIII edição, implica que está a crescer, graças à persistência da organização do evento, porque um projecto que vinga todo este tempo tem alicerce”, disse o responsável.

Manuel Sebastião parabenizou a organização do evento pelo facto de continuar a trazer ao país grupos estrangeiros, o que, segundo ele, suscita a atenção de outros grupos a nível do mundo.

O director provincial da Cultura enalteceu a parceria existente entre o FESTECA e o Festival Internacional do Inverno realizado em Moçambique, pelo facto de permitir o intercâmbio artístico e cultural, no domínio do teatro. “Faço votos para que essa parceria, já lá vão cinco anos , sefortaleza, e que continuem a somar.

Moçambique faz bom teatro e esse intercâmbio vai resultar em qualidade nas artes cénicas quer para Angola como para Moçambique”, considerou. Durante o acto foi ainda prestado reconhecimento à Rádio Cazenga e ao Gabinete Técnico de Reconversão Urbana do Cazenga, Sambizanga e Rangel resultante da parceria que visa a divulgação, apoio e manutenção do festival.

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