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Ministro do Interior da França diz que informou o gabinete de guarda-costas de Macron no dia 2 de Maio

O ministro do Interior da França declarou, Segunda-feira, que informou imediatamente a presidência acerca de um vídeo que exibe um dos principais guarda-costas do Presidente Emmanuel Macron, maltratando um manifestante que parece responsabilizá-lo pelo escândalo.

O caso provocou um escândalo político e deu razão aos críticos que dizem que Macron é um presidente fora de sintonia com as pessoas comuns. Essa crítica é a mais azeda que Macron enfrentou desde que há 14 meses chegou ao poder. O ministro do Interior, Gerard Collomb, um dos aliados mais próximos a Macron no governo criticou, esta Segunda-feira, o legislador pelo facto de não ter tomado mais providências após ter apresentado o caso à presidência no dia seguinte a 1 de Maio.

Domingo, o guarda-costas, Alexandre Benalla, foi submetido a investigação. Na semana passada, o jornal Le Monde divulgou um vídeo mostrando Benalla nos actos de protestos de 1 de Maio, em Paris, usando um capacete de efectivos anti-motim e etiquetas policiais enquanto estava de folga. Na filmagem, ele pôde ser visto a afastar uma mulher para longe de um protesto, e depois a bater num manifestante masculino. Sexta- feira, a imprensa francesa lançou um segundo vídeo em que Benalla também aparece a maltratar uma mulher. Collomb disse que recebeu o vídeo no dia 2 de Maio, um dia após a violência, que no mesmo dia expôs a questão ao escritório de Macron, e foi informado pelos seus serviços de que o guarda-costas seria punido.

“Eu considerei que os factos apresentados estavam a ser tratados ao nível apropriado, então não me envolvi mais com a questão”, declarou Collomb aos legisladores. Collomb declarou não saber que Benalla fazia parte da equipa de Macron. Disse que falou com o presidente em 1 de Maio, porém na altura não sabia do vídeo. Macron demitiu Benalla, chefe da sua segurança pessoal, Sexta-feira, enfrentou críticas por não ter agido antes. Benalla foi suspenso inicialmente por 15 dias. O líder francês não comentou publicamente o caso até Quarta-feira última, quando quebrou o silêncio.

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