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Movimento Litteragris disponibiliza amanhã revista “Tunda Vala” na UEA

A II edição da revista “Tunda Vala”, do Movimento Literário Litteragris, reaparece ao público um ano após um interregno, com edição da União dos Escritores Angolanos (UEA) e com apoio da Fundação Sol

POR: Jorge Fernandes

A sede da União dos Escritores Angolanos acolhe esta Quarta-feira, 25, o lançamento da revista “Tunda Vala”, que será precedida por um debate sobre o tema “Rupturas e Continuidade na Literatura”: O caso da revista “Tunda Vala” como uma expressão de ruptura. A mesma insere-se na tradicional “Maka à Quarta-feira” realizada semanalmente naquele espaço de cultura, em Luanda. Assim, sob moderação do membro fundador do Litteragris, estão convidados a participar estudantes, amantes das letras, jornalistas e público interessado.

Hélder Simbad frisou a OPAÍS que o Movimento Litteragris, com o lançamento desta revista de periodicidade anual, pretende fazer uma mostra da produção artística e reflexões sobre as artes, no quadro do ciclo de estudos sobre literatura que vêm produzindo. Com cerca de 200 páginas em formato A4, a revista “Tunda Vala”, escrita propositadamente de forma separada, é uma homenagem à fenda da Tundavala, uma das sete maravilhas naturais de Angola, e encerra diversos artigos sobre poesia, prosa e manifestos nos seus mais diferentes géneros.

O responsável declarou que a revista ressurge um ano após o lançamento do primeiro número em 2016 com esta designação (Tunda Vala), devido à falta de apoios decorrentes da conjuntura actual, sendo que a mesma só se tornou possível pela intervenção da UEA, que junto à Fundação Sol, conseguiu que a mesma chegasse aos leitores. “Temos todo o interesse que a revista venha a ser publicada anualmente se continuarmos a contar com a Fundação Sol, mas estendemos o nosso apelo a outros potenciais patrocinadores, a fim-de juntarem-se a essa causa que eleva o nome da literatura nacional”, apelou.

O debate

Quanto ao debate, Hélder Simbad refere que como toda a literatura a instituição da Literatura Angolana é dinâmica e desde a sua génese, vem enfrentado vários conflitos dialéticos que naturalmente provocam constantes alterações no seu sistema semiótico. “O campus literário é uma passarela de rupturas estéticas onde desfilam as épocas, aqueles que souberam inovar, revolucionando a arte literária nas suas mais variadas dimensões, irrompendo as barreiras temporais”, apontou.

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