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Não se entende

Escrevi aqui, ontem, sobre o gradualismo, reclamei das acções dos políticos que não nos permitem ver bem, com boa definição e com todas as cores, o que é isto de autarquias.

POR: José Kaliengue

E muito menos ainda o que é o tal gradualismo. Na verdade, para o comum mortal como eu, a confusão está instalada. Se desde o início a Oposição pede eleições simultâneas em todos os municípios, aceitando apenas o gradualismo funcional, que, no fundo, pode significar a permanência de funções do Governo central nos municípios, em alguns mais e noutros menos, e não nos tendo sido ainda explicado a que níveis o gradualismo funcional seria aceite, ou aconselhável, ou mesmo praticável… bem, está uma trapalhada e não me estou a escapar dela. Voltemos aos carris: não entendo mais nada. E não entendo porque, afinal, nem mesmo os políticos do mesmo lado da barricada se entendem. Ontem, recebi um vídeo em que um deputado pela UNITA, o Dr. David Mendes, diz apoiar o gradualismo territorial defendido pelo Governo. Porquê? Porque, diz ele, a Oposição não teria dinheiro e nem quadros para campanhas nos cento e sessenta e tal municípios que o país tem. Muito bem, e nas eleições gerais também vão excluir municípios da sua campanha? Desculpem, creio que em 2020 algumas pessoas vão fazer pim pam pum no boletim de voto. Não há clareza.

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