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Sindicato dos Médicos sugere que governantes façam consultas no país

Durante o encontro realizado ontem nas instalações em que trabalha o vice- presidente Bornito de Sousa, o ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social (MAPTESS), Jesus Maiato, pediu aos sindicalistas presentes e outros responsáveis convocados que fossem mais patriotas e entendessem a situação actual em que se encontra o país, assim como os próprios cofres públicos.

Segundo um dos participantes no encontro, Jesus Maiato apelava assim aos líderes das principais confederações sindicais para que evitassem partir para greves numa altura em que o país procura sair da crise económico, fruto do baixo preço de petróleo que ainda se regista no mercado internacional. A principal resposta ao titular do Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social veio do presidente do Sindicato dos Médicos em Angola, Adriano Manuel, que se encontrava no local.

Este disse ao governante que se se pede patriotismo aos funcionários públicos para que não partam para as greves, é importante que sejam os governantes a dar o primeiro sinal.Segundo um outro participante, “não se pode exigir aos médicos que consintam sacrifícios e sejam patriotas quando os ministros e outros altos funcionários do Estado são os primeiros a se deslocarem ao exterior para qualquer tratamento médico’. ‘Eles devem ser tratados aqui’, acrescentou.

Para ele, se os governantes fizessem as consultas no país, as condições dos hospitais e centros de saúde seriam outras. ‘Se eles não fazem consultas em Angola, então é porque não acreditam no sistema de saúde que eles próprios criaram’, confirmou a OPAÍS Adriano Manuel. Presente no encontro, segundo ainda as fontes deste jornal, o vice- presidente da República, Bornito de Sousa, corroborou a proposta apresentada pelo líder do Sindicato dos Médicos. ‘Foi o vice-presidente que disse que se deve criar as mesmas condições no país’, acrescentou um dos presentes.

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