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Atentados do Estado Islâmico deixam mais de 180 mortos na Síria

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) matou mais de 180 pessoas, nesta Quarta-feira (25), em ataques contra várias localidades no Sul da Síria, numa das ondas de atentados mais sanguinárias nos últimos meses em território sírio

Este balanço de mortos é um dos mais elevados depois do início do conflito na Síria. E o número não pára de crescer à medida que novos corpos são achados nas aldeias atacadas pelo Estado Islâmico. Os ataques ocorreram na província meridional da Sureida, controlada pelo regime de Bashar Al- Assad.

Os grupos do EI estão presentes numa zona desértica no nordeste desta região. Segundo a imprensa oficial síria, as forças do regime iniciaram uma contra-ofensiva para conter a acção dos extremistas.

O Exército sírio realizou bombardeios aéreos contra o EI, que sofreu até ao momento 21 baixas, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). “Quatro homens-bomba explodiram- se na cidade de Suneida”, informou o OSDH. Mais ataques suicidas aconteceram noutros povoados do nordeste da província com o mesmo nome, Suneida.

O grupo extremista conseguiu assumir o controlo de três localidades. Mais de 180 pessoas morreram, e dezenas ficaram feridas nesta sucessão de atentados. Entre os mortos, há 62 civis e mais de 70 soldados do regime, segundo o OSDH.

“Além dos atentados suicidas, os jihadistas atacaram vários povoados, invadindo as casas e matando os seus moradores”, acrescenta a ONG. A agência oficial de notícias Sana e a cadeia de televisão estatal confirmaram os mortos e feridos nesses ataques, mas não deram um número exacto.

Poças de sangue As imagens difundidas dos ataques pelos meios de comunicação oficiais mostram um corpo em meio a poças de sangue. Segundo o OSDH, os ataques do EI nesta Quarta-feira são os mais violentos dos últimos meses na Síria, onde a organização jihadista sofre contínuas derrotas e controla menos de 3% do território. Estes atentados acontecem quando o regime sírio já está no controlo de 90% das províncias meridionais de Deraa e Quneitra, após a sua devastadora ofensiva militar em Junho.

De acordo com a agência Sana, os atentados do EI tentam diminuir a pressão militar do Exército sírio contra os últimos jihadistas na província de Deraa. Como informou na Terça-feira o general François Parisot, comandante das forças francesas na coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra grupos jihadistas, os combates contra o EI em Deir Ezzor, um dos seus últimos redutos no Norte da Síria, ainda vão durar dois, ou três meses. Mais de 350.000 pessoas morreram desde o início do conflito na Síria em 2011, uma guerra que se intensificou com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos jihadistas.

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