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Cruzamentos

Duas histórias diferentes, com protagonistas diferentes, mas que se cruzam. Refiro- me às histórias narradas ontem, uma como manchete deste jornal (em papel) e outra como destaque na página online (www. opais.co.ao).

POR: José Kaliengue

A primeira narrava uma boca (como alguém a chamou) solta na reunião do vice-presidente da República com representantes de sindicatos e a outra o acidente rodoviário que envolveu o comandante-geral da Polícia e que resultou na morte de dois jovens. De manhã cedo, um jornalista sénior, agora com funções de chefia no Governo, perguntava-me, pelo WhatsApp, se eu, que tinha “transformado uma boca em manchete” fazia as minhas consultas e tratamentos apenas em Angola. “Ouviu” que sim, que se o fizesse no estrangeiro seria com dinheiro próprio e que não concordo que o Estado pague a alguns “escolhidos” tratamento médico no estrangeiro. Eles têm a obrigação de proporcionar a todos um bom serviço de saúde. E os seus filhos devem frequentar as escolas públicas. A Constituição não unge ninguém. E depois veio o comunicado da Polícia sobre o acidente do seu comandante, muito empenhado na redução da sinistralidade rodoviária e que entra para as estatísticas desta semana. “O comandante está hospitalizado”, dizia. E eu pergunto: não é bom ter cá respostas médicas? Em caso de acidente, de que vale o subsídio de assistência médica no exterior? Afinal não foi apenas uma “boca”, a do sindicalista que pedia que os governantes se tratem cá. A resposta para a mensagem madrugadora veio por via da infelicidade de uma alta entidade do Estado.

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