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INADEC regista 100 reclamações por dia em Luanda

O mau estado de conservação dos produtos, datas vencidas de bens alimentares, mau atendimento aos consumidores e a falta de higiene nos estabelecimentos comerciais, são as principais queixas registadas pelo INADEC

POR: Brenda Sambo

O Instituto de Defesa do Consumidor (INADEC) regista diariamente, em Luanda, um leque de 100 reclamações com maior realce para o mau atendimento ao consumidor, revelou à imprensa a directora- geral do INADEC, Paulina Semedo. Segundo a responsável que falava durante o workshop sobre “Ética na Publicidade” e em alusão ao 21º aniversário do INADEC comemorado ontem, esse dado foi registado através do Livro de Reclamação e Selo de Identificação, instrumentos implementados desde o ano passado pela instituição.

Considerou os dados como positivos, pois, demonstra que os consumidores estão cada vez mais atentos e também a responsabilidade por parte dos agentes económicos, uma vez que são eles que mostram os livros aos consumidores. “Os agentes económicos apresentam regularmente ao INADEC as reclamações que são feitas ao nível dos seus estabelecimentos”, disse. Como a maior reclamação diz respeito ao mau atendimento aos consumidores, o INADEC pretende levar nos próximos meses uma acção formativa com os agentes económicos sobre o “atendimento aos consumidores”, com vista a reduzir o índice deste tipo de queixa. Revelou ainda que o Livro de Reclamações e o Selo de Identificação estão disponíveis a nível em todas as províncias do país e já foram distribuídos 17.300 livros. A responsável fez saber ainda que, até ao momento, não existem casos de agentes económicos levados ao Tribunal, tendo alegado que, todos os casos são tratados pelo INADEC.

Déficie de profissionais entre as preocupações

Referiu também que, ao longo desses anos, o INADEC apostou na formação de técnicos para melhorar as práticas de inspecção e métodos de fiscalização utilizados pelos seus quadros. Apesar disso, lamentou o facto de o número de formandos da instituição ser ainda reduzido. Segundo Paulina Semedo, só ao nível do país existem 170 técnicos, dos quais 60 estão inseridos na província de Lunada e os outros nas demais províncias, número esse que a responsável considera insuficiente para atender a demanda do mercado. Para Paulina Semedo, o ideal seria ter um total de 300 técnicos ao nível nacional. “Há necessidade de ter mais técnicos, pois existem províncias com apenas 20 técnicos, o que constitui um grande handicap para o êxito das acções nas províncias”, referiu. Por outro lado, apontou a falta de meios financeiros como um dos principais constrangimentos para a redução de técnicos do INADEC no país. Avançou que, a instituição pretende atingir outras metas, desde a criação de condições legislativas, infra-estruturas adequadas ao efectivo controlo de qualidade dos produtos alimentares e não alimentares de produção nacional e importados. O INADEC continuará a trabalhar no sentido de conquistar a confiança dos consumidores, primando pela competência e a qualidade, para a colocar a instituição no ranking da excelência.

Lançamento da cartilha de ética e deontologia profissional

Ainda no decorrer das comemorações do 21º aniversário da instituição, foi lançada a cartilha de ética e deontologia profissional, um documento que vai permitir regular o comportamento dos técnicos do Inadec.

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