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Inclusão e superação

Agora que a Educação vai ter novos profissionais, e quando se pretende eliminar gradualmente os técnicos médios do sistema, passando a ser professor apenas quem tenha formação superior e agregação pedagógica, é hora de olhar para alguns aspectos que passam algo despercebidos no impacto que têm sobre a qualidade do ensino e na qualidade da sociedade, já que o ensino tem uma parte enorme na sua estruturação.

POR: José Kaliengue

Estes são a inclusão social e o espaço de superação. Eu me explico. Em primeiro lugar, há que inserir a nossa elite na sociedade. Sim, costuma-se a olhar ao contrário. Em Angola, um diminuto número de pessoas é que precisa de ser inserido, tal como noutras partes. Há que inserir as minorias. Aqui, infelizmente, a auto-exclusão desta minoria económica, depredatória, arruína todo o sistema. Portanto, filho de governante, deputado e apêndices deve frequentar a escola pública. Os ganhos são imensos. O que temos agora é um tremendo atraso civilizacional, vergonhoso, quase pré-histórico, das elites políticas. Em segundo lugar, e isso só é possível com integração social e o fim dos preconceitos, é preciso estender os espaços de superação. Sim, é preciso admitir e acarinhar a possibilidade de um menino do Hoque ser mais inteligente, tirar melhores notas e ser mais criativo que um mimado de Talatona ou Alvalade. A sociedade deve abrir espaços para o crescimento dos talentos. Aqui mata-se. Os políticos já começam a ocupar os espaços que deixam com os seus. É como os professores que se gabam de não permitirem que alguém tire um vinte na sua disciplina, é a assumpção perfeita da inutilidade do professor.

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