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Cohen afirma que Trump aprovou reunião com advogada russa

Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, afirmou que o agora Presidente dos Estados Unidos aprovou uma reunião durante a campanha de 2016 entre seu filho e uma advogada russa que oferecia informações comprometedoras sobre Hillary Clinton, revelou a imprensa americana Quinta-feira.

Trump sempre declarou não ter conhecimento desta reunião, cuja existência já foi confirmada e sobre a qual Donald Trump Jr. depôs em uma comissão parlamentar. No dia 9 de Junho de 2016, Donald Trump Jr e Jared Kushner, genro de Trump, reuniram-se na Trump Tower de Nova York com a advogada Natalia Veselnitskaya, que eles pensavam ser uma emissária do Governo russo capaz de repassar informações sobre Hillary Clinton, a adversária democrata do então candidato republicado. Segundo o clã Trump, o encontro foi inútil.

Cohen, ex-advogado e homem de confiança que posteriormente rompeu com Trump, declarou que o hoje Presidente sabia da reunião mesmo antes de ela acontecer, segundo as redes de televisão CNN e NBC. De acordo com as mesmas fontes, Cohen estava presente quando Trump foi informado da oferta para o encontro com a advogada russa e deu o seu aval à reunião. Mas as fontes destacaram à CNN que Cohen não tem provas para apoiar suas declarações, como algum registro de áudio. Donald Trump Jr. foi ouvido por uma comissão parlamentar no Verão boreal de 2017, após a imprensa americana revelar o encontro.

“A mulher, como ela disse publicamente, não era uma representante do Governo” russo, assinalou o filho de Trump num comunicado, precisando que a advogada finalmente “não tinha qualquer informação a dar”. O procurador especial Robert Mueller investiga se houve conluio entre Moscovo e a equipa de Trump durante a campanha presidencial de 2016. Segundo CNN e NBC, que citam fontes anônimas, Cohen estaria disposto a repetir as suas declarações diante de Mueller. O Presidente americano nega a existência de qualquer conluio entre a sua equipa de campanha e os russos, e qualifica regularmente a investigação de Mueller como “uma caça às bruxas”. Mueller já denunciou 31 pessoas, entre elas 12 agentes de inteligência russos, por hackear computadores do Partido Democrata.

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