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Só pimpa!

Grandes empresários nos saíram os nossos! Quase todos os dias nos chegam apelos dos agricultores e camponeses do país para a instalação de indústrias de transformação. Há os que pedem fábricas de transformação de frutas, por exemplo, ou mesmo de legumes.

POR: José Kaliengue

Estes apelos já estão quase velhos, chegam há anos. Mas também vemos que, efectivamente, os nossos homens com suposta capacidade financeira não avançam. Há uma explicação para isso: os nossos empresários, apesar de alguns deles andarem pela comunicação social a fazer propaganda, mais de si mesmos do que das suas acções e feitos (porque nem os têm), não são empresários de verdade e nem imaginam o que isso é. São pessoas que se aproveitaram de algum cargo público e de algumas conexões para enriquecer. Mas não sabem sequer gerir as suas fortunas. São mesmo raros os que criaram empresas, grupos empresariais fortes e virados para o futuro. Temos gente que se diz empresária, metida neste e naquele negócio e que, vamos ver, nem um escritório têm. Há quem se diga empresário e no fim dos mês está a chorar pelo salário que vem de um patrão ou do Estado. Pior ainda é a sua capacidade camaleónica, alguns sucumbiram nos negócios há anos e agora querem vingar-se de quem prosperou e construiu. O sucesso dos outros é o seu alvo. E jogam sujo, até movendo influências políticas. Apesar de estar impregnado deles, o poder político (o Estado) deve proteger-se, neutralizando- os nos seus intentos e blindar-se contra novas entradas. É que nas novas estruturas já há gente a sorrir de novo, pronta para repor as contas. E já a agir. Só não investe para construir encadeamentos e elos de valor com os camponeses. Isso dá trabalho.

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