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Editorial: Paz não se terceiriza

A paz deve ser construída com as próprias mãos, parece ser isso o que os líderes africanos começam a compreender agora. Na cimeira de Lomé, no Togo, que junta chefes de Estado e de Governo de países da CEDEAO e da CEEAC, áreas em permanentes sobressaltos com guerrilhas, golpes de Estado, senhores da guerra e agora com o terrorismo religioso radical, os discursos e apelos vão no sentido da união entre os africanos para combater estes males e construir um continente de progresso. As convulsões e os radicalismos africanos já se tornaram multinacionais, sobretudo os de carácter religioso, então, os Estados começam a ganhar a consciência de que o problema do vizinho é seu problema também. E mais, que apenas os africanos podem resolver os seus próprios problemas. É possível, é uma questão apenas de manter a vontade e não esperar que as soluções venham de fora.

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