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Resolução de conflitos e terrorismo em debate na Cimeira de Lomé

O embaixador de Angola no Togo e representante na CEDEAO, Eustáquio Januário Quibato, disse ontem, em Lomé, que durante a cimeira Angola deverá partilhar a experiência que tem a nível de resolução de conflitos internos e em África, bem como na luta contra o terrorismo e a subversão

POR: Rila Berta,
enviada a Lomé (Togo)

Relativamente às pre o c upa ç õ e s com o terrorismo, Eustáquio Quibato explicou que as atenções dos países participantes recaem para o “Boko-Haram”, que, apesar de ter o seu comando na Nigéria, as suas acções estendem-se para outros países como o Niger, o Tchad e os Camarões. Além do “Boko Haram”, há também outros grupos terroristas que se movimentam ao longo do deserto do Sahara. Os meios de resolução encontrados são as iniciativas comuns entre os Estados, como a força multinacional conjunta que combate o Boko-Haran.

Cimeira conjunta a cada dois anos

Os líderes da CEEAC e da CEDEAO decidiram, na 27ª cimeira da União Africana, realizada no Ruanda de 10 a 18 de Julho, passar a reunir-se a cada dois anos alternadamente, com o objectivo de reforçar a cooperação em matéria de paz, segurança e estabilidade. A cimeira conjunta dos chefes de Estado e de Governo da CEEAC e da CEDEAO começou ontem Segunda- feira, 30. A delegação angolana é chefiada pelo vice-presidente da República, Bornito de Sousa, em representação do Presidente da República, João Lourenço. Estão a ser debatidos temas ligados à segurança, estabilidade, luta contra o terrorismo e extremismo violento.

Angola e Togo relançam cooperação

Angola e o Togo deverão estabelecer parcerias nos domínios da refinação, cimento e pesquisa agrícola, informou no Sábado o embaixador angolano no Togo. “Estamos a ultimar alguns arranjos desde a última visita do ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, à Lomé para relançar a cooperação e voltar a reunir a comissão mista”, disse. A cooperação com o Togo enquadra- se na cooperação Sul- Sul. Eustáquio Quibato explicou que o Togo tem trabalhos desenvolvidos no domínio da pesquisa e produção agrícola que poderão servir de modelo para Angola, que, por sua vez, disponibilizará os seus recursos e capital humano para a promoção do desenvolvimento das relações de cooperação entre ambos os países. Disse ter havido um período em que se criou uma comissão mista entre os dois países, com a qual estavam em negociações algumas parcerias no domínio da refinação, da pesquisa agrícola e produção de cimento.

Estudantes contam-se aos dedos

A comunidade angolana no Togo é diminuta. De acordo com o embaixador, contam-se apenas cerca de sete estudantes angolanos no ensino secundário em Lomé, capital togolesa. Os estudantes, que são filhos de angolanos que fixaram residência naquela região, não são bolseiros.

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