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Um caso para refletir

Claro que sou contra a agressão a agentes do Estado, claro que não apoio a violência, claro que sou a favor da ordem e pelo respeito aos símbolos do Estado.

POR:José Kaliengue

Sou tudo isso, mas claro que sei também que em Angola é preciso ter-se muita força e coragem para ser assim. Porque os agentes do Estado são pessoas, sejam eles políticos de alto escalão em funções governamentais ou parlamentares, ou apenas fiscais de uma Administração municipal, que parecem frequentar cursos de superação em como irritar, deturpar a ordem normal das coisas e até de corromper a pureza da alma do mais pacato cidadão. Então, estabeleceu-se em Angola, na relação cidadão & autoridade, uma espécie de guerrilha espiritual de amor e ódio. De tantas que alguns agentes aprontam, por via da famosa gasosa, do abuso de autoridade, da extorsão e de mais “bandidagens”, e também até da incompetência de algumas chefias, que quando o povo viu as imagens que viralizaram nas redes sociais de uma mulher a sovar um fiscal, muito antes de pensar na lei, no pecado, no respeito, sentiu-se vingado. Sim, eles põem-se a jeito. E isso foi notado na imediata e voluntária participação de outros cidadãos na sova. A protagonista principal foi condenada, mas seria bom que os nossos agentes do Estado reflectissem sobre o que aconteceu. O povo não se indignou por alguém estar a desrespeitar o Estado, o povo juntou-se a ela. Por que será?

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