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Distinguidos grupos participantes na XIII edição do FESTECA

A organização do festival contou com a participação de grupos provenientes da cidade capital do país, Malanje, Benguela e Cuanza- Sul, e internacionais vindos de Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e da República Democrática do Congo, que os distinguiu em 14 categorias

Texto de: Antónia Gonçalo

A cerimónia de encerramento da XIII edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA), que decorreu Domingo, 29 de Julho, no Centro de Animação Artística do Cazenga (ANIM’ART), contou com a distinção dos grupos em 14 categorias.

Assim, foram distinguidas as categorias de “Melhor grupo entre os do Cazenga”, “Melhor grupo entre os de Luanda” e “Melhor grupo entre as demais províncias”. Durante o encerramento do festival foram ainda distinguidos os itens “Melhor encenação”, “Trabalho criativo”, “Performance”, “Melhor cenário”, “Trabalho paralelo”, “Trabalho de identidade cultural”, “Grupo revelação”, “Espectáculo estrangeiro”, “Espectáculo FESTECA”, “Actor do festival” e “Actriz do festival”.

Nas três primeiras categorias mereceram distinção os grupos “Formigas da ADPP”, “Amazonas” e “Filhos de Angola”, respectivamente.

O director do grupo Filhos de Angola, Amado Paciência, referiu que a classificação ao “melhor grupo” entre as outras províncias, remete mais responsabilidade aos grupos, motivação para continuarem a trabalhar e traçarem novas metas, incluindo para a sua internacionalização. “Estamos gratificados por ser a décima vez que participamos no evento, e a segunda que recebemos o mesmo prémio na mesma categoria”, exaltou.

Na categoria de “Melhor encenação” foi vencedora a “Companhia Tic Tac”, com a peça “Jimbambe”, enquanto a de “Trabalho criativo” coube ao grupo “Twabixila”, com a peça “Batata Quente”.

A referida peça, estreada em 2013, narra a estória de dois irmãos que tentam encontrar as respectivas esposas numa mesma família.

O director do grupo, Sílvio Gravata, realçou que a peça conquistou o prémio na referida categoria, pelo facto de em menos de cinco minutos poderem representar aspectos relacionados com o alambamento.

O director do grupo apontou o FESTECA como um dos melhores festivais nacionais, pelo facto de promover o intercâmbio. Sílvio Gravata declarou ainda que o FESTECA “consegue ocupar os grupos durante as suas actividades, nos três períodos do dia. Bem-haja e apelo à organização do evento para que não pare por aqui”, sugeriu.

Outras distinções

O acto de encerramento do festival prosseguiu com a classificação dos grupos “Ombaka Teatro”, na categoria de “Melhor Performance” e “Cenário” com a peça “Meu amor da Rua 11”. Nas categorias de “Trabalho de Identidade Cultural” e “Grupo Revelação” do 13º FESTECA, recaiu aos grupos “Ineditus Teatro do Cuanza-Sul” e “Gesta Artes e Letras”.

Por outro lado, nas categorias de “Melhor Actor” e “Actriz” foram vencedores Alberto António e Amélia Aníbal Paulino dos grupos Formigas e Puniv do Cazenga.

Classificação estrangeira

A companhia moçambicana “Sorrisos Negros” foi vencedora na categoria de Melhor Performance, com a peça de “A velha muito Jovem”, enquanto a companhia Girassol do mesmo país, conquistou a categoria de Melhor Texto, com a peça “Mar me quer”.

Os grupos “Marabou Theatre” e “JGM”, da República Democrática do Congo e de Portugal, foram classificadas nas categorias de “Espectáculo estrangeiro” e “Espectáculo FESTECA”.

Balanço

A directora do FESTECA, Felismina Sebastião, realçou que o festival decorreu num clima de amizade e solidariedade, em que foi possível estabelecer parcerias entre grupos nacionais e estrangeiros, e trocas de experiências, graças ao leque de actividades nele desenvolvidas.

Felismina Sebastião avançou que das 24 exibições programadas, apenas 19 foram realizadas, devido a ausência das companhias de Letras de Rosa, Fladu FLA e Os Retratistas, do Brasil, Cabo Verde e Moçambique, respectivamente.

A directora do FESTECA frisou que foram realizadas cinco oficinas de teatro, com a participação de 16 actores, bem como o espaço Café Teatro, em que os fazedores de teatro interagiram.

“A XIII edição do FESTECA foi de encontro às nossas espectativas, tanto no aspecto da apresentação das peças e do intercâmbio, assim como da adesão do público.

Conseguimos também constatar que alguns acordos foram efectivados. Isso leva-nos a crer que o festival está a ser bem aproveitado pelos participantes”, concluiu.

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