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Falta de matéria-prima reduz produção da fábrica de vestuário

A unidade fabril, Alaide Têxtil, inaugurada com uma capacidade instalada para produzir 300 a 400 peças de vestuário por dia, baixou actualmente, a quantidade de produção para 70 peças semanais

POR: Brenda Sambo

Localizada no Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana (PIV), a empresa angolana de direito privado, Alaide Têxtil, vocacionada para a produção de roupa de ganga, casacos, fardas, batas, saias, vestidos e uniformes baixou a capacidade de produção devido à falta de matéria-prima. Revelou ao OPAÍS, a assistente de logística, Osvaldina Chassipia Segundo Osvaldina Chassipia, a falta de divisas para a compra de matéria-prima tem sido um dos grandes problemas para manter a quantidade desejada de produção.

Anteriormente, lembrou, a empresa confeccionava roupas para cobrir às necessidades de vários sectores, mas dada a actual situação, a fábrica produz apenas uniformes de segurança, limpeza e liquibatas escolares. Referiu que, apesar da Textang fornecer a sarja, tecido especial para o fabrico das batas e uniformes, a empresa importa alguns tecidos de países como a China, Brasil, India e República Democrática do Congo (RDC). “Alguns tecidos são mesmo importados, mas a falta de divisas tem dificultado a nossa actividade”, disse. Por outro lado, avançou que a situação económica obrigou também a Alaide Têxtil a reduzir o número de funcionários desde modistas a costureiros, de 50 para 20 colaboradores. Osvaldina Chassipia explica que, actualmente, a produção é feita por encomendas, e quando o número de encomendas é grande, a Alais de Têxtil contrata alguns costureiros e modistas para ajudar na produção.

A responsável salientou que, apesar de ter um número elevado de clientes, as vendas também reduziram nos últimos tempos. Os clientes da Alaide Têxtil são na sua maior parte entidades privadas, desde empresas de segurança, de limpeza e também escolas. Nesse momento, acrescentou, grande parte das encomendas, principalmente as batas para o próximo ano lectivo, já forma produzidas. Actualmente, a empresa pretende abrir outras lojas em Luanda para ter mais pontos de distribuição dos seus produtos. A responsável aponta a necessidade de fomentar o cultivo do algodão no país para continuar a manter a produção nacional. Localizada no Polo Industrial de Viana (PIV), a fábrica foi inaugurada em Novembro de 2015, no âmbito das festividades do 17.º aniversário do PIV pela ministra da Industria, Bernarda Martins. A Alaide Têxtil conta com um investimento de USD 43 milhões que envolve também as fábricas Corial, de produção alimentar, panificação e congelados, e a Klinger, vocacionada a indústria metalomecânica.

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