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Lista B exige participação das províncias no pleito eleitoral

A falta de coesão e a ostentiva e repetida inobservância dos estatutos, provocaram a inacção da Comissão Directiva, o que, segundo o candidato desta Lista B, culminou com o encerramento de toda a máquina da organização a todos os níveis, desde os órgãos centrais às delegações províncias.

Belmiro Carlos, líder da Lista A, concorrente às eleições de novos órgãos sociais, marcadas para 17 de Agosto na UNAC-SA, disse ter interposto esta Segunda-feira, à ministra da Cultura, um recurso hierárquico, com efeito suspensivo, para exigir a participação das províncias no pleito eleitoral. Referiu que interpôs este recurso por ver chumbada, pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN) o seu pedido de anulação da decisão deste órgão, que exclui da votação de 17 de Agosto, a generalidade dos artistas das províncias de Cabinda, Malanje, Benguela e Huambo. Realçou que estas províncias, incluindo Luanda, foram as eleitas unilateralmente pela CEN, para albergar o processo eleitoral, e, entre elas, Luanda é a única em que a CEN não encontrou nenhuma irregularidade, considerando os mais de 500 inscritos no caderno eleitoral aptos para votar. Realçou que a província de Cabinda inscreveu 134 eleitores, Malanje 234, Benguela 264 e Huambo 591.

Belmiro Carlos fez saber que, para desmascarar a falta de lisura e de imparcialidade da CEN, nesse escuso processo eleitoral, a Lista B compromete-se a, brevemente, dar a conhecer aos associados e à sociedade em geral, as “irregularidades” existentes na província de Luanda. “A nossa discórdia assenta no facto de a Comissão Eleitoral Nacional ter tomada a medida de excluir os artistas dessas províncias, sem consultar previamente as Comissões Eleitorais Locais, pendurando- se em elementos novos que não constam do instrutivo através do qual todos os membros da UNAC-SA foram instados a regularizar as suas quotas, para participar no processo em curso”, desabafou.

O candidato sublinhou que a Comissão Eleitoral Nacional dessas eleições da UNAC-SA, uma vez mais negou-se a entrar no mérito das questões que lhes foram colocadas, como é seu dever, dando azo a apresentação de mais um recurso hierárquico junto do Ministério da Cultura, o segundo em dois meses. Segundo Belmiro Carlos, este é o quarto recurso apresentado ao MINCULT desde que esse processo de eleições iniciou em Setembro de 2017. O candidato admitiu, que actos do género provocam desgastes à imagem das instituições e das pessoas nelas envolvidas, razão pela qual, a Lista B disse condenar inequivocamente essa postura nada séria dos seus protagonistas, e demarca-se de todas as consequências dela decorrentes, o que na sua óptica venha minar a Unidade da Classe e os esforços de reafirmação da UNAC-SA.

Programa de acção

Belmiro Carlos aproveitou o momento para dar a conhecer o seu programa de acção para o quadriénio 2018-2022, focado na gestão dos Direitos de Autor e Conexos, no ambiente de trabalho artístico, na inserção social do artista, na solidariedade e na unidade da classe, assim como na reestruturação e revitalização administrativa, entre outras. O líder da Lista B lembrou, que o último mandato dos Órgãos Sociais da UNAC-SA terminou antecipada e compulsivamente. A falta de coesão e a ostentiva e repetida inobservância dos estatutos, no entender de Belmiro Carlos, provocaram a inação da Comissão Directiva, o que culminou igualmente com o encerramento de toda a máquina da organização a todos os níveis, desde órgãos centrais às delegações províncias. Salientou que tal situação terminou com a suspensão da UNAC-SA, na Confederação Internacional da Sociedade de Autores e Compositores (CISAC.

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