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Tribunal da Huíla manda ex-director do SIC à cadeia

O Tribunal Provincial da Huíla ordenou, ontem, a detenção do ex-director provincial do Serviço de Investigação Criminal (SIC) por estar envolvido no desvio de 123 camiões cisternas de combustível, com a capacidade de 35 mil litros cada

POR: João Katombela, na Huíla

O ex-director do SIC, superintendente Alberto Amadeu Gonçalves Suana, que respondia em liberdade, sob termo de identidade e residência, e aguardava o julgamento que estava previsto para ser realizado no mês passado, foi conduzido à cadeia militar na manhã de Sexta-feira, por ordem do tribunal. Suana, exonerado há alguns meses na sequência deste caso, estava arrolado no processo como testemunha, mas foi detido de forma preventiva, enquanto aguarda pelo julgamento cuja audiência deverá ser convocada a qualquer momento. Esta medida do tribunal não agrada à advogada de defesa, Alexandrina Domingos, pelo facto de se tratar de um crime de natureza patrimonial cujo processo já tinha sido julgado. “É inconcebível.

Não se consegue perceber por que é que ele vem acusado e punido por uma coisa de que nem usufrui. Uma parte do combustível foi incinerado, e a outra foi consumida pela empresa. Que vínculo ele tem?”, pergunta a defensora. A causídica referiu que o crime de que vem acusado o seu constituinte não prevê prisão preventiva e, por isso, promete fazer com que se reponha a legalidade. Recentemente, o sub-procurador- geral da República titular na Província da Huíla, Hernâni João de Freitas Beira Grande, garantiu a OPAÍS que o “Caso Combustíveis do Lubango” possui um processo- cópia, em que estão envolvidas algumas empresas compradoras.

O Magistrado do Ministério Público informou que este processo encontra-se em fase avançada de instrução, sendo que dentro de pouco tempo será encaminhado ao tribunal para a respectiva pronúncia. Neste processo, que está na 2ª Secção da Sala dos Crimes Comuns do Tribunal Provincial da Huíla, estão envolvidos cerca de 29 réus, entre os quais o ex-director- adjunto do SIC, o superintendente Abel Tchobinda Waiaha, condenado no mesmo caso a uma pena de uma prisão de 12 anos. Durante as audiências foram também ouvidas 22 testemunhas, dentre as quais o director provincial do Serviço de Investigação Criminal da Huíla, Superintendente Alberto Amadeu Gonçalves Suana, que neste momento se encontra na cadeia militar da Huíla.

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