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Mais de 90% das rochas produzidas no país vão para a Ásia e Europa

O sub-sector das rochas ornamentais facturou perto de Kz dois mil milhões no primeiro trimestre do ano em curso, como revela um relatório apresentado recentemente em Luanda. Com o Namibe e a Huíla à frente da produção, a Ásia e a Europa são os principais mercados.

POR: Borges Figueira

O sub-sector das rochas ornamentais no país facturou perto de Kz dois mil milhões com a comercialização de 20 mil metros cúbicos durante o primeiro trimestre do ano em curso, avançou esta semana o director nacional de Mercados e Promoção de Comercialização do Ministério dos Recursos Minerais e dos Petróleos, Gaspar Filipe Sermão, sem, no entanto, avançar dados comparativos em relação ao período homólogo anterior. “A Ásia e a Europa são os principais mercados das rochas ornamentais, que absorvem mais de 90% da produção nacional”, avançou, mas sem citar os países. Todavia, este jornal sabe que a Polónia (Europa) e Emiratos Árabes Unidos (Ásia) são os principais destinos das rochas exportadas de Angola por via do porto do Namibe. Gaspar Filipe Sermão falou à margem do mercado de Rochas Ornamentais promovido pelo Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo, e que teve como pano de fundo as actividades desenvolvidas pelas empresas do sub-sector e perspectivas para o terceiro trimestre do ano em curso.

Namibe e Huíla, os grandes produtores

As províncias da Huíla e do Namibe são as principais produtoras de rochas ornamentais no território nacional e perspectivam melhorar a produção, tanto na qualidade, como na sua capacidade, tendo em conta as tendências crescentes na produção, no consumo no país e no mercado internacional. De acordo com o director Nacional de Mercados, existem vários constrangimentos na actividade de exploração e comercialização, como as vias de acesso às zonas de produção, custos de energia, questões portuárias que dificultam e a distância dos portos dos grandes centros de produção de rochas ornamentais, assim como a sua capacidade de manuseamento. “É necessário que se criem condições para que haja mais indústrias de transformação das rochas ornamentais no país, daí o empresariado nacional ter de apostar na exportação da produção para entrada de mais divisas na economia”, disse. O encontro é realizado trimestralmente e tem por objectivo avaliar o desempenho das empresas que realizam vendas das rochas ornamentais produzidas em Angola e também acompanhar a evolução do preço da matéria-prima no mercado internacional.

Produção nacional

O país tem actualmente uma produção de 64,5 mil metros cúbicos/ano. Para 2022, a meta é atingir a cifra de 104,6 mil toneladas. Segundo dados do sector, a província da Huíla, em 2017, produziu 36 mil e 168 metros cúbicos, uma queda de cinco mil metros cúbicos em relação a 2016.

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