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O desejo de gerir uma rede de supermercados pelo país

Já trabalhou em várias empresas, vendeu peças de automóveis, vinhos e medicamentos. Hoje, gere um dos mais bem apetrechados mini-mercados da centralidade do Kilamba, Pita Fixe. O próximo estabelecimento será aberto dentro de dias, no Patriota. O sonho é gerir uma rede de supermercados

POR: Patrícia de Oliveira

Chama-se Marisa Mendes Varela e estreou-se no seu próprio negócio como vendedora de mariscos, que fornecia às principais redes de supermercados do país. Conta ela que os produtos eram adquiridos na África do Sul, na Namíbia e no Congo Brazzaville. Quando se mudou para o Kilamba, em 2013, Marisa Mendes e o seu esposo pretendiam abrir, inicialmente, uma peixaria, para dar resposta às necessidades da centralidade. No entanto, decidiram partir para um desafio mais ambicioso: a abertura de um minimercado que hoje é referência na centralidade. No entanto, o seu primeiro emprego foi numa empresa de construção civil, como operadora do caixa. Porém, sempre frequentou os armazéns e foi aperfeiçoando os seus conhecimentos sobre gestão de stok.

Depois, a jovem empreendedora trabalhou na Laborex, na venda de medicamentos. Com mais de 200 produtos diferentes, no seu estabelecimento comercial podem ser encontradas hortaliças, lacticínios, tubérculos, peixe fresco e seco, mariscos, carne, bebidas alcoólicas e não só, produtos para a limpeza de casa. Além disso, Marisa serve também sopa (takeaway). Quando abriu o mini-mercado “Pita Fixe”, em Dezembro de 2013, a centralidade ainda não tinha grande movimento. E, por isso, o negócio também não tinha muito rendimento. Um armazém de venda de vinhos foi o seu outro emprego. Os produtos que comercializa, conta ainda, são adquiridos no mercado nacional, sobretudo nos mercados formais e informais de Luanda. “Está a ser muito difícil encontrar produtos. Começamos logo cedo e só terminamos perto das 18 horas. Tenho pessoal que vai ao mercado do Km-30 e a outros. Tenho ainda um acordo com a Fazenda Girassol, que nos fornece produtos, mas a maioria vem do mercado informal”, sublinhou.

No início, importava um contentor de mariscos de Ponta Negra-Congo Brazzaville. Mensalmente, conta, podiam ser importadas cinco mil toneladas de mariscos. “Como já tínhamos clientes fixos, importávamos essas quantidades. Nessa altura trabalhávamos com o Kero, restaurantes da Ilha de Luanda, cujas quantidades que solicitavam eram consideráveis. Importávamos contentores de 20 e de 40 pés”, lembra. No negócio, que era gerido apenas por duas pessoas, Marisa tinha a responsabilidades de fazer entregas e cobranças, ao passo que o esposo se ocupava de questões administrativas. “Eu era praticamente motorista. E quando alguém solicitasse entrega às 5 horas da manhã eu estava lá”, assegurou. Aos 37 anos, a empreendedora é responsável pela criação de 14 postos de trabalho no minimercado, cujo investimento inicial foi de Kz 100.000. “ Começámos com a peixaria. E no decorrer do tempo os clientes foram sugerindo que colocássemos outros produtos. E assim foi. Agora temos um mini-mercado Pita Fixe que pretendemos expandir por Luanda”, avançou. A empreendedora e o esposo representam a marca Cavalinho, que produz bolsas, calçados, e outros acessórios.

Projectos

Com o estabelecimento do Kilamba em funcionamento há cinco anos. Marisa e o esposo lançam-se agora para um novo desafio, que está perto de ser concretizado. Dentro de dias (um mês) será aberto mais um mini-mercado, que se espera vir a ser mais um da rede de dimensão nacional nos próximos tempos. “O meu sonho é abrir um mini-mercado em cada província do país. Quem sabe mesmo um supermercado”, disse.

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