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Laúca produz abaixo de 50% da sua capacidade

O aproveitamento Hidro-eléctrico situado entre Malanje e Cuanza-Norte vai abastecer Luanda e as regiões Centro e Sul do país, cujas linhas de transporte já estão em construção. No entanto, um ano depois da sua abertura oficial, o aproveiramento produz menos de 50% da sua capacidade instalada

A barragem de Laúca, inaugurado a 04 de Agosto de 2017, produziu até agora 40, 6 por cento da sua capacidade anual ao atingir 3,5 milhões de MWh, quando as projecções apontam para 8,6 milhões de MWh/ ano, quando estiver concluída. Com capacidade instalada total de dois mil e 70 MW, Laúca funciona actualmente com duas das seis turbinas de 334 megawatts.

O início da exploração comercial da barragem de Laúca permitiu a redução do consumo de combustíveis fósseis, sendo 55% de produção térmica do país. A barragem permitiu mais estabilidade na produção de energia, 94% de redução nos black-outs do sistema Eléctrico Norte, comparativamente, de Agosto de 2016 a Julho de 2017 (pré-Laúca) e Agosto de 2017 a Julho de 2018 (pós Laúca).

O Aproveitamento Hidro-eléctrico (AH) Laúca é o líder nacional de produção de energia, que corresponde a 40% de toda a produção hídrica do Sistema Norte e garante mais estabilidade ao sistema eléctrico nacional. Após a entrada em operação de Laúca, Angola alcançou o fim das restrições pelo défice na produção de energia para atendimento ao Sistema Eléctrico Norte, atendendo aos locais onde há pontos para distribuição de energia.

O enchimento da albufeira de Laúca, concluído em Abril de 2018, representa um recorde absoluto de stock de energia na história de Angola, pelo facto de o stock de energia ser equivalente à cascata do Rio Kwanza: 1,7 milhão de MWh (albufeira de Capanda cheia sem as turbinas de Laúca) 7,8 milhão de MWh (albufeiras de Capanda e Laúca cheias com as turbinas de Laúca). Disponibilidade de classe mundial, o AH Laúca atingiu um índice de disponibilidade acumulado de 99,64% entre os meses de Janeiro e Julho de 2018, valor acima das referências internacionais para centrais do mesmo porte (tendo como referência MME Brasil: 96,88%).

O Índice de Disponibilidade corresponde ao tempo operacional dos equipamentos e sistemas da central sem interrupções para ajustes ou reparos, reforçando o alto grau de confiabilidade e eficiência.

As operações e manutenção do AH Laúca são realizadas de maneira conjunta pela PRODEL-EP e pela Odebrecht, através de uma formação especializada e com o aporte de experiências de outras centrais de grande porte a nível internacional. Este processo conjunto tem a duração de 3 anos e já conta com uma equipa de 84 técnicos formados e preparados para realizar a operação e manutenção de outras centrais hidro-eléctricas do país.

A construção do complexo de Laúca compreendeu o desvio do rio, em Junho de 2012, a construção do corpo da barragem que tem 156 metros de altura (o equivalente a um edifício de 54 andares), capaz de armazenar mais de seis milhões de hectómetros cúbicos de água.

Foram também feitas escavações de túneis, numa extensão de cerca de 21 quilómetros e construída uma central com dois mil e 70 megawatts. Esta maior obra de engenharia civil hidro-eléctrica do país é um investimento do Estado angolano, avaliado em 4,5 mil milhões de dólares norte-americanos, e constitui mais do que o dobro da maior barragem em funcionamento, a de Cambambe, com 960 megawatts.

O aproveitamento de Laúca, um projecto estruturante do sector eléctrico, inserido no Plano Nacional de Desenvolvimento (20122017), vai debitar ao sistema eléctrico nacional dois mil e 70 megawatts, dos quais dois mil e quatro megawatts da central e 65 MW da central ecológica.

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