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Carta do leitor: A festa continua

Caros amigos jornalistas Parece que a crise anda a brincar com os angolanos, ou os angolanos é que andam a brincar com a crise, nem sei. Antigamente, Sexta-feira, Sábado e Domingo, víamos muitos carros nas ruas a circular carregando aparelhagens para festas. De noite a cidade estava a bater, a vibrar, havia música em rudo quanto é canto.

POR: Tonico Cabral

Depois veio a crise e tirando os nossos texas (guetos) quase não havia barulho nas cidades, faltava dinheiro. Nos texas cada um faz o seu barulho mesmo que com duas latas de cerveja só. Agora, nestes dois últimos meses, parece que a crise fugiu, ou já lhe perdemos o medo. De noite Luanda está a bater de novo. Música em todo o lado, bem alta, tipo os vizinhos estão proibidos de dormir. Acho que a Polícia poderá confirmar se aumentaram as denúncias de poluição sonora fora a das igrejas que com a crise aumentaram. Me parece que os artistas também começaram a ter mais trabalho. E as fábricas de bebidas vão ter de aumentar a produção, mesmo com a Polícia a apertar, mas ainda vamos ver se o novo comandante colabora só um pouco com o comércio, é para o bem da economia também, embora seja necessário beber sempre com responsabilidade e na medida certa. Os cabeleireiros também, acho, devem estar a ter mais trabalho, embora as boutiques não estejam a regressar e a roupa está muito cara. Então, quero sugerir que os jornais façam uma notícia sobre a crise, se acabou ou não, ou se acabou só para alguns e para outros continua, ou se os angolanos tipo já nem querem saber e “vamos morrer só já alegres”. Seja como for, ao que parece, a festa continua. Angolano não maia.

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