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Desesperados

Um amigo meu contou-me, uma vez, sobre um cão habituado a ração de marca, um bicho todo cheio de pedigree e com uma lista de referências que parecia lista de acessórios e extras de um carro de luxo.

POR: José Kaliengue

Aquele cão brincava com o resto da bicharada lá de casa, patos, galinhas gatos, etc.. Era amigo. Certa vez, o meu amigo saiu de viagem, o empregado de casa adoeceu e o cão ficou sem servidor que lhe fosse servir a ração. Aguentou por um tempo, mas depois tornou-se no inimigo principal da bicharada de casa, tornou-se caçador. Comeu os que apanhou. Se falassem, os animais de casa teriam dito que o amigo cão só podia ter feito pacto com o diabo. Sim, há coisas em cuja lógica nos custa acreditar, como os crimes que se somam na nossa sociedade, muitos deles justificados com crenças religiosas ou conselhos de pastores e feiticeiros de todo o tipo. Por aqui, se o Estado sai em viagem e o emprego adoece (como tem estado), já sabemos que surgem amigos como as igrejas, o álcool e as drogas. E temos o que temos: homens desesperados que matam outros homens, pastores bandidos que destroem espíritos, famílias… a sociedade. São também caçadores de dinheiro. Precisamos que o Estado se faça mais presente, que traga o emprego que nos dê o que comer, senão, só os mais fortes e ferozes sobreviverão

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