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Criadores de Gado do Sul de Angola querem estrutura de assistência técnica

Durante a abertura da feira do Gado, o Presidente da Associação dos Criadores do Sul de Angola, Luís da Fonseca Nunes, defendeu que o Ministério da Agricultura deve criar condições que facilitem o abate do gado e a comercialização da carne

POR: João Katombela, na Huíla

O Presidente da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA) defendeu ontem, na cidade do Lubango, província da Huíla, a necessidade de se criar uma estrutura de assistência técnica com vista a melhorar a produção. Durante a sua alocução na cerimónia de abertura da 15ª edição da feira do gado que realiza-se por ocasião das festas da Nossa Senhora do Monte, padroeira da Cidade do Lubango, Luís da Fonseca Nunes disse que o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural deve criar condições que facilitem o abate do gado e a comercialização da carne.

O responsável associativo disse ser um imperativo a criação de um programa de fomento e requalificação do Gado no Sul de Angola, que possa envolver principalmente os criadores tradicionais. Neste domínio, Luís da Fonseca Nunes sublinhou que já foi assinado um protocolo com o Governo Provincial da Huíla, tendo como objectivo o melhoramento genético da produção pecuária na região sul do país. “A iniciativa deverá incidir principalmente nos criadores de gado e camponeses, cujo objectivo é o fomento da produção de bovinos, tendo em atenção a sua rentabilidade, assim como melhorar a qualidade da carne no mercado local e não só”, explicou.

Por outro lado, o Presidente da CCGSA informou que os seus associados precisam de mais atenção do Governo e da eliminação da burocracia na resolução de problemas, bem como fácil acesso aos programas do Executivo dirigidos ao sub-sector da pecuária. No seu entender, é necessário que o executivo angolano tome consciência da importância que o sector primário da economia deve ter em todo o processo de desenvolvimento. “O sector primário da economia garante mais emprego, mais riqueza e é ainda o garante de mais produção interna, tão necessária para que o Estado deixe de gastar divisas com a importação de produtos”, lembrou.

Governador reconhece dificuldades

Por seu turno, o governador provincial da Huíla, que inaugurou a exposição, disse que as necessidades apontadas por Luís da Fonseca Nunes só serão ultrapassadas com a revisão de certas políticas do sector. Por isso, João Marcelino Tyipinge assegurou que vai propor ao Ministério da Agricultura medidas para a abertura de um concurso de admissão na província, já que grande parte dos problemas que o sector atravessa, nomeadamente a falta de vacinas, devem-se à falta de recursos humanos. “A solução destes problemas, falta de vacinas e fertilizantes para os agricultores, passa em produzir estes bens no país. Outro problema é a falta de quadros para o sector”, referiu. A 15ª edição da feira do gado conta com a participação de 38 fazendeiros das províncias do Namibe, Cunene, Cuando Cubango e da Huíla que trouxeram para o certame cerca de 200 cabeças para exposição. A Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola conta com 82 associados das quatro províncias.

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