Research Atlantico: Base monetária em moeda nacional contraiu 1,4% em Julho

A redução das reservas obrigatórias em moeda nacional contribuiu para a contracção da base monetária, que contraiu 1,4% face ao mês anterior

POR: Atlantico

Espaço angola

As Reservas Internacionais Líquidas (RILs) fixaram-se em 13,68 mil milhões USD durante o mês de Julho, um aumento de 3,2% em relação ao nível apurado no mês anterior.  A base monetária em moeda nacional, variável operacional da política monetária do BNA, contraiu 1,4% em Julho face ao período anterior, situando-se em 1.226 mil milhões AOA.

 Espaço Internacional

Alemanha: O saldo da balança de comercial referente ao mês de Junho fixou-se em 21,8 mil milhões EUR, uma melhoria mensal de 11,2%. • França: As transacções comerciais apuradas durante o mês de Junho resultaram num saldo deficitário de 6,2 mil milhões EUR, um agravamento de 32% face ao período homólogo.

Visão Atlantico

A base monetária em moeda nacional, variável operacional da política monetária do BNA, contraiu 1,4% em Julho face ao período anterior, situando-se em 1.226 mil milhões AOA. O desempenho deste indicador durante o período em análise reflecte, essencialmente, a redução dos depósitos obrigatórios em moeda nacional em 14%, para 579,40 mil milhões AOA. Destaca- se que a contracção apurada da base monetária em moeda nacional representa a quarta consecutiva, mas a menor dos últimos meses, o que poderá sugerir a inversão da tendência decrescente nos próximos meses em virtude da relativa estabilidade nos níveis de preços na economia e do abrandamento da política monetária do BNA.

Por outro lado, o nível registado no sétimo mês do ano corrente corresponde ao menor desde Novembro de 2017.  As transacções comerciais apuradas durante o mês de Junho resultaram num saldo deficitário de 6,2 mil milhões EUR, um agravamento de 32% face ao período homólogo. Em termos mensais, o défice da balança comercial registou um aumento de 3,80%. As importações aumentaram em 1,4%, para 47,2 mil milhões EUR, influenciada fundamentalmente pelo aumento nas compras de “hidrocarbonetos naturais, produtos mineiros, electricidade” em 19,8%. Por seu turno, as exportações aceleraram em 1%, para 40,9 mil milhões EUR, influenciadas pelo aumento das vendas de produtos farmacêuticos em 14,7%. O aumento das exportações foram contudo insuficientes para desagravar o défice que se apresenta como o maior desde Fevereiro de 2017.