Tudo a postos para o pleito eleitoral da União Nacional dos Artistas e Compositores

Estão criadas as condições para a realização, a 17 deste mês, do pleito eleitoral da União Nacional dos Artistas e Compositores UNAC-SA

POR: Augusto Nunes

O facto foi avançado esta Quarta-feira, em entrevista a OPAÍS, por António de Oliveira, presidente da Comissão Eleitoral Nacional da UNAC. Cinco mesas de voto estarão disponíveis em Luanda, Cabinda, Benguela, Huambo e Malanje, onde 884 eleitores, vão assim de forma consciente e livre escolher a nova Comissão Directiva da União Nacional dos Artistas e Compositores- Sociedade de Autores (UNACSA). Segundo António de Oliveira, presidente da Comissão Eleitoral Nacional, os eleitores de Luanda votarão a partir das 10 horas, no Museu Nacional de História Natural. Huambo, com 107 eleitores registados, terá a sua assembleia de voto no Anfiteatro da Cultura e Cabinda, 101 eleitores,o Museu Regional local.

Já em Malanje, os 42 eleitores votarão na Direcção Provincial da Cultura, ao passo que os 134 de Benguela farão o mesmo exercício no Centro Turístico Odjango, do município da Catumbela. António de Oliveira referiu que ficarão privadas de votar todas aquelas pessoas, cujos nomes não dr constam na base central de dados, da sede da União Nacional dos Artistas e Compositores UNAC-SA, na capital do país. Segundo o responsável, a decisão da Comissão Nacional Eleitoral foi o resultado de um trabalho de investigação aos registos da sede da UNAC-SA, em Luanda, e aos comprovativos de pagamento das quotas, depois de se ter confirmado a falta de credibilidade e transparência na documentação proveniente das províncias de Benguela, do Huambo e de Malanje, o que permitiu o aparecimento de facturas duvidosas e membros fantasmas. António de Oliveira salientou que que durante o mandato anterior da UNAC, as províncias tiveram dificuldades em relacionar-se com a direcção. Estiveram entregues à sua sorte e encontraram formas e alternativas de sobrevivência.

O responsável recordou, que tal procedimento veio de certo modo penalizar o chamado ingresso de novos membros na UNAC. Sublinhou que o Artigo 35 da alínea J, dos estatutos da UNAC, indica que é competência da Comissão Directiva, aceitar ou recusar a proposta de membro da UNAC. “O que assistimos é que os representantes da UNAC nas respectivas províncias, Huambo, Benguela e Cabinda, foram admitindo novos membros, e nesta fase eleitoral, os que foram admitidos foram actualizando as suas contas, e, logicamente, estão em condições de poderem participar no pleito eleitoral, mas estatutariamente não lhes é permitido, porque houve um atropelo por parte dos representantes da UNAC nestas províncias”, disse.

O interlocutor considerou esta atitude como um perigo, uma vez que os representantes da UNAC nestas províncias, são membros de uma lista, a B, o que incute maior responsabilidade, por serem duas listas a concorrer. “Nós contrariamos seriamente ao nível da Comissão Nacional Eleitoral. Sentimos muito, são nossos colegas, são artistas, mas pensamos não participarem porque estamos num processo muito sério, exigindo maior responsabilidade e transparência”. António de Oliveira disse acreditar que a futura direcção da UNAC deverá rever todo esse processo e de todos aqueles que na realidade são artistas e produziram obras de arte, de modo a merecerem um tratamento especial no seu ingresso na organização.