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Carolina Cerqueira garante reabilitação das infra-estruturas culturais do país

O projecto inclui o património religioso, por se tratar de instituições ligadas à história de Angola. Em muitas delas formaram-se diversas individualidades que contribuíram no processo de luta da Independência nacional.

A titular da Pasta da Cultura, Carolina Cerqueira, afirmou em Caxito, província do Bengo, que a reabilitação das infra-estruturas culturais (museus, casas de cultura, locais de memória históricos, entre outros) continuará a merecer uma atenção especial do seu pelouro, por serem meios de valorização, preservação e divulgação da Cultura angolana. A governante falava à imprensa à margem de uma visita ao Museu da Tentativa e adiantou que o Executivo continuará a trabalhar para a melhorar as condições das instituições culturais para que sirvam melhor e com mais eficácia os seus usuários, tendo em atenção o processo de internacionalização da cultura angolana.

Carolina Cerqueira realçou que o projecto inclui igualmente o património religioso, por se tratar de instituições ligadas à história de Angola e em muitas delas formaram- se diversas individualidades nacionais que contribuíram no processo de luta da Independência nacional. Já no que ao fenómeno religioso diz respeito, a governante afirmou que está também a merecer uma atenção cuidada, visto colocar em causa a coesão e a paz social das comunidades. Adiantou que o Executivo, através da comissão interministerial, está a efectuar um estudo e levantamento rigoroso para o combate ao fenómeno religioso, visto existirem pelo país diversas seitas que promovem acções que atentam contra os bons costumes, contra a segurança e contra as instituições, principalmente a instituição familiar.

Carolina Cerqueira admitiu que são crimes cometidos sob a capa religiosa, mas que se tratam de acções criminosas e devem merecer o tratamento adequado por parte das instituições de justiça. A ministra destacou o facto de existirem instituições religiosas que são verdadeiras parceiras do Estado nos mais diversificados domínios, nomeadamente nas questões sociais, da educação e da saúde. “O Estado angolano é laico, mas não devemos esquecer que temos instituições religiosas que têm um papel bastante relevante nas comunidades e estas vão continuar a contar com o apoio do Estado para que possam responder, sempre que possível, aos apelos das comunidades”, reforçou. Já em relação ao papel das autoridades tradicionais no processo de desenvolvimento e afirmação das comunidades, Carolina Cerqueira garantiu que têm também recebido a atenção e acompanhamento do Ministério da Cultura.

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