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Preço do petróleo contínua volátil, mas acima dos USD 70

Com a Agência Internacional de Energia a prever constrangimentos na oferta de petróleo até ao final do ano, o certo é que o “ouro negro” teve queda na última semana, mas manteve-se na casa dos USD 70. Em ligeira recuperação, o Brent está a ser comercializado a USD 72.81.

Um relatório mensal da Agência Internacional de Energia admite que a estabilidade do preço do petróleo pode estar em risco. Esta é a convicção dos especialistas da AIE que, avançam ainda que que as sanções dos EUA ao Irão, assim como possíveis problemas de produção noutros mercados, poderão provocar constrangimentos na oferta de petróleo antes do final do ano em curso.

Num recente relatório, a AIE adianta que a actual acalmia do mercado, com o alívio no curto prazo das tensões no lado da oferta, preços mais baixos, e menor crescimento da procura pode não durar. A AIE realça ainda que, quando as sanções contra o Irão tomarem efeito, provavelmente em combinação com problemas de abastecimento noutros locais, manter a oferta global pode tornar-se muito desafiante e tal aconteceria às expensas da manutenção de uma almofada adequada de reposição da capacidade. O petróleo já foi negociado, este ano, próximo dos USD 80 por barril, valor mais elevado desde 2014, por causa das preocupações relacionadas com falhas de oferta.

Petróleo desce, mas permanece na casa dos USD 70

Todavia, os preços do petróleo recuaram perto de 3% na última semana, com a escalada da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China e depois de dados chineses de importação terem mostrado uma desaceleração da procura no sector de energia. Ainda na última semana, o petróleo do tipo Brent, referência para as exportações de Angola, caíu de USD 72,37, para USD 72,28 por barril, uma perda de 3,17%. Em ligeira recuperação, o Brent está a ser comercializado a USD 72.81. Por sua vez, o petróleo dos EUA do tipo WTI fixou-se em USD 2,23, ou 3,22%, a USD 66,94 o barril. A mínima da sessão de USD 66,32 foi o nível mais baixo desde 22 de Junho. Com este cenário de oscilação, sobretudo de recuos no mercado petrolífero, a China reiterou que vai impor tarifas adicionais de 25% sobre USD 16 mil milhões em produtos importados dos EUA, como os casos dos combustíveis, aço, automóveis e equipamentos médicos. Os embarques para o maior importador de petróleo do mundo no mês passado subiram para 8,48 milhões de barris por dia (bpd), de 8,18 milhões de bpd um ano antes e 8,36 milhões de bpd em Junho. No entanto, as importações de Julho ainda foram as terceiras mais baixas até agora neste ano.

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