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Trump condena ‘todo o tipo de racismo’ um ano após distúrbios em Charlottesville

O Presidente norte-americano, Donald Trump, expressou no Sábado (11) o seu repúdio a todo o tipo de racismo, no dia do aniversário dos distúrbios sangrentos em Charlottesville, na Virgínia, ocorridos após uma marcha organizada por grupos neonazis. “Os distúrbios em Charlottesville de há um ano causaram mortes insensatas e divisão”, publicou Trump na sua conta no Twitter. Ele foi duramente criticado no ano passado por não ter condenado claramente os manifestantes neonazis após os incidentes de Agosto de 2017. “Devemos estar unidos como nação.

Condeno todo o tipo de racismo e acto de violência. Paz para TODOS os americanos”, acrescentou na sua mensagem, lançada antes da manifestação que os neonazis tinham prevista para este Domingo em frente à Casa Branca. O senador democrata pelo Estado da Virgínia, Mark Warner, insistiu em que Trump deixou o caminho livre para que os nacionalistas brancos difundissem “ódio e intolerância”. “Estes propagadores de ódio e fanatismo animaram-se ao tornar pública a sua mensagem, devido a um Presidente que se negou a condená- los categórica e inequivocamente em termos claros”, twitou. No Sábado à noite, Ivanka Trump, filha do Presidente, também se manifestou on-line. “Há um ano em Charlottesville fomos testemunhas de uma desagradável demonstração de ódio, racismo, intolerância & violência”, twitou. “Enquanto os americanos têm a bênção de viver numa nação que protege a liberdade, a liberdade de expressão e a diversidade de opinião, não há lugar para a supremacia branca, o racismo e o neonazismo no nosso grande país”, completou.

Há um ano, a rede ultra conservadora “Unite the Right” obteve autorização para organizar uma manifestação em Charlottesville contra um projecto municipal de remover uma estátua do general confederado Robert E. Lee. No fim da passeata houve choques entre supremacistas brancos e contra manifestantes. Um simpatizante neonazi avançou com o seu carro na direção dos manifestantes contrários ao racismo, matando Heather Heyer, de 32 anos, e deixando 19 feridos. Depois do protesto e dos distúrbios, Trump foi criticado por ter estabelecido inicialmente uma equivalência moral entre ambos os grupos de manifestantes, sem condenar diretamente os supremacistas brancos. No dia seguinte disse que havia “culpa de ambas as partes” pela violência na Virgínia, que os antirracistas chegaram “com pedaços de pau nas suas mãos”, e considerou que “havia gente muito boa em ambos os lados”.

No primeiro aniversário do ocorrido, a rede Unite the Right previa uma nova manifestação para este Domingo, desta vez nos arredores da Casa Branca. Já os contra-manifestantes iriam reunir-se na praça Lafayette, localizada em frente à residência presidencial. Polícias foram mobilizados para evitar que os dois grupos entrassem em contacto. Como precaução, após terem ficado sobrecarregadas durante os distúrbios de 12 de Agosto de 2017, as autoridades decidiram declarar o estado de emergência tanto em Chalottesville como em toda Virgínia para ajudar na mobilização de agentes e recursos na cidade e no Estado. Em Charlottesville, as autoridades dispuseram uma importante presença de agentes de segurança, com patrulhamento e colocação de cercas e barreiras de betão no centro da cidade. Duas pessoas foram presas, uma por ultrapassar o perímetro de segurança, e outra por conduta alvoroçada. Ambas foram libertadas e receberam citações por faltas menores. Neste Sábado, manifestantes anti-fascistas realizaram uma marcha pacífica na cidade, e muitas pessoas deixaram flores num memorial em homenagem a Heather Heyer, narrou a France Presse.

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