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Editorial: Processe-se o Estado

Mais uma criança perdeu a vida por causa da negligência criminosa de adultos, funcionários pagos com dinheiro público e que têm a obrigação de fazer bem o seu trabalho. Agora foi em Cacuaco, uma menina morreu num buraco cheio de água deixado a descoberto pela EPAL há mais de quinze dias. Um dia que fosse e já seria mau. E, para não variar, numa área residencial. Não é, infelizmente, o primeiro caso, nem o segundo. Não é, infelizmente, a primeira vez que buracos são cavados e abandonados, expondo os cidadãos a todo o tipo de risco. Está na altura de se acabar com a impunidade, porque tais atitudes apenas se repetem com a certeza da impunidade. E o primeiro a ser processado, em casos destes, deve ser o Estado. E deve ser condenado, morrem pessoas.

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