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Ex-funcionária da Casa Branca divulga gravação da sua demissão

Uma ex-funcionária da Casa Branca, que escreveu um livro de memórias sobre o período em que trabalhou na administração Donald Trump, Domingo, divulgou um áudio secreto referente à sua demissão, anunciada por John Kelly, chefe de gabinete da Casa Branca.

Omarosa Manigault Newman afirmou que decidiu divulgar a gravação secreta de John Kelly na “Situation Room” – o que significa uma violação dos protocolos de segurança – e gravou conversas com Trump porque “esta é uma Casa Branca na qual todos mentem”. A “Sala de Situação” da Casa Branca é supostamente uma área de alta segurança e os dispositivos electrónicos são proibidos no local, porém não ficou claro se Omarosa Manigault Newman enfrentará problemas legais por ter divulgado o áudio. Na fita, que Manigault Newman disse ter gravado em 2017, uma voz que segundo ela é a de John Kelly, alega que “importantes questões de integridade” levaram- lhe a demiti-la.

“Eles levam-me à Sala de Situação, as portas estão trancadas, dizem que não posso sair e começam a ameaçar-me, a intimidar- me e deixam-me sob coação”, afirmou numa entrevista ao canal NBC, em que apresentou a gravação. “Eu protegi-me porque esta é uma Casa Branca na qual todos mentem. O Presidente mente ao povo americano, (a porta-voz) Sarah Huckabee mente todos os dias para o país. Você precisa de ter apoio próprio, ou então você vai olhar para trás e terá 17 facas nas costas” A ex-funcionária declarou que pediu à Casa Branca que libertasse o seu arquivo pessoal para que pudesse limpar o seu nome.

A Casa Branca reagiu com irritação à atitude de Omarosa Manigault Newman. “A simples ideia de que um membro da equipa colocou um dispositivo de gravação na Sala de Situação demonstra um flagrante desprezo pela nossa segurança nacional”, considerou Sarah Huckabee Sanders em comunicado. “E então gabar-se disso numa TV nacional comprova ainda mais a falta de carácter e de integridade desta ex-funcionária da Casa Branca”, concluiu. Omarosa Manigault Newman, afro-americana, escreveu nas suas explosivas memórias “Unhinged” que Trump foi surpreendido pronunciando “várias vezes”, com o microfone aberto, uma palavra que representa uma ofensa racial durante o reality show “The Apprentice”, antes da sua campanha presidencial em 2016. Ela afirma que há gravações que comprovam o uso do termo.

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