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O dia do banco

Se alguém pensou que Sexta- feira é dia do homem, bem , pode estar enganado. É dia do banco. Somos forçados a ir ao banco na Sexta-feira levantar o dinheiro que lá temos para as eventualidades.

POR: José Kaliengue

O normal seria andarmos com o cartão de pagamento automático e nada mais, acontece, porém, que a nossa economia não está toda bancarizada, que muitos estabelecimentos comerciais não têm terminais de pagamento automático e, não raro, quando têm, ou o sinal de rede está baixo e não há comunicações, ou, simplesmente, “não há luz”. Poderíamos pagar via Internet, mas isso só quando estamos a sonhar que vivemos no estrangeiro. Sexta-feira é dia para rapar o dinheiro do banco, com todos os riscos, mas, se o não fizermos o melhor é não adoecer, não ter necessidade de nada e deixar-se ficar fechado em casa. Que não se avarie a elecrobomba. Porque aos fins-de-semana (Sábado e Domingo) já sabemos que é quase impossível encontrar um ATM da rede Milticaixa com dinheiro. Ou não têm dinheiro, ou estão fora de serviço, ou… não há luz! Numa aflição, percorremos quilómetros, temos de passar a fronteira do município ou da província em busca de um caixa com dinheiro. Um martírio. Mas como angolano não dorme, há quem fique ao lado de um ATM, com um TPA e com um “quibuto” de kwanzas, vendendo dinheiro com uma comissão extra. Quem está aflito nem quer saber se a nota é verdadeira ou não.

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