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Líderes africanos enaltecem Joseph Kabila por não concorrer às eleições de Dezembro

O Presidente da RDC indicou o seu antigo ministro do Interior, Emmanuel Ramazani Shadary, como candidato do partido às eleições gerais agendadas para 23 de Dezembro deste ano

POR: Rila Berta

Decisão de Joseph Kabila de não se candidatar a um terceiro mandato, garantido o respeito à Constituição da República no que se refere ao limite de mandatos, foi enaltecida pelos chefes de Estado e de Governo que estiveram reunidos ontem em Luanda. No comunicado final da cimeira, os chefes de Estado saudaram o facto de o Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, ter honrado a sua palavra ao respeitar a Constituição no termo do seu segundo mandato. Para os participantes, a posição de Kabila é uma demonstração da sua “determinação em colocar o interesse do povo acima de qualquer consideração”.

O segundo mandato presidencial de Kabila terminou oficialmente em Dezembro de 2016. Na semana passada, o Presidente da RDC indicou o seu antigo ministro do Interior, Emmanuel Ramazani Shadary, como candidato do partido às eleições gerais agendadas para 23 de Dezembro. Os participantes manifestaram- se, igualmente, satisfeitos com o engajamento do secretário- geral da Nações Unidas, António Guterres, e o papel da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) para a estabilidade da RDC, em conformidade com as resoluções do conselho de segurança da ONU.

Conflito no Leste da RDC

Todavia, os Chefes de Estado manifestaram preocupação com a presença das forças negativas das Forças Democráticas Aliadas (ADF) e das Forças Democráticas para a Libertação do Rwanda (FDLR) no Leste da RDC, onde afirmaram continuar a registar vítimas civis. Por este facto, lançaram um apelo para uma acção regional contra essas forças. Durante a “Cimeira de chefes de Estado e de Governo de concertação política para a unidade na acção”, os participantes manifestaram ainda satisfação pelos desenvolvimentos, que consideraram positivos, registados recentemente, numa altura em que passaram em revista a actual situação política e de segurança nas regiões central e austral de África, bem como dos Grandes Lagos. No encontro, uma iniciativa do Presidente da República de Angola, João Lourenço, enquanto presidente em exercício do Órgão de Cooperação Política, Defesa e Segurança da SADC, saudaram, igualmente, a assinatura, pelas partes em conflito no Sudão do Sul, de um acordo na semana passada e encorajaram o Presidente Salva Kirr e Rick Marchar.

Diálogo no Burundi

Os líderes encorajaram o prosseguimento do processo de diálogo que decorre no Burundi. Por outro lado, declararam preocupação com a persistência do clima de instabilidade na República Centro Africana (RCA). Declararam a sua satisfação com o papel da União Africana, tendo encorajado a presidência em exercício a prosseguir nos esforços para a paz, segurança e reconciliação. Participaram na cimeira o Presidente da República de Angola, João Lourenço, Denis Sasso Nguesso, Presidente da República do Congo Brazzavile e presidente em exercício da Conferência Internacional para a região dos Grandes Lagos, Ali Bongo Ondimba, Presidente do Gabão e presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Central. Participaram ainda nesta cimeira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Congo Democrático, Leonard She Ochitumbo em representação de Joseph Kabila, Presidente da República, Sam Kutesa, ministro dos Negócios Estrangeiros do Uganda, em representação do Presidente Yoweri Museveni, e Louise Mushikiwabo, ministra dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação internacional do Ruanda, em representação do Presidente Paul Kagame, e Mohammed El-Hacen Lebatt, conselheiro do presidente da comissão da União Africana.

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