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Antigos combatentes da FNLA vão a votos para eleger nova direcção

Passados quatro anos, e à luz dos seus estatutos, os antigos combatentes do ELNA vão hoje a votos para eleger uma nova direcção.

A Associação dos Antigos Combatentes (AAC/FNLA) realiza hoje, em Luanda, uma assembleia geral ordinária, para a eleição de novos corpos sociais para o quadriénio (2018-2022). Sob o lema “ Antigos Combatentes, Juntos Seremos Mais Fortes”, concorrem para a liderança da associação dois candidatos: Justino Caquenha e Lino Ucaca. O primeiro é o delegado provincial desta associação na província do Huambo e o segundo é o presidente cessante e concorre à sua própria sucessão. Em breves declarações a este jornal, Justino Caquenha revelou que concorre à liderança da associação para ajudar a imprimir uma nova dinâmica, embora reconheça o trabalho do elenco cessante.

Natural da cidade do Huambo, capital da província com o mesmo nome, de 63 anos, disse que se for eleito como presidente da AAC/FNLA, vai direccionar a sua actividade na luta para a reinserção e reintegração dos antigos combatentes do ELNA, antigo braço armado da FNLA. O seu colega, e presidente cessante, Lino Ucaca, tem também 63 anos, é natural do município da Banga, província do Cuanza-Norte e, em conversa com OPAÍS, frisou que concorre a um segundo mandato a pedido dos associados. Segundo ele, esse convite representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido durante o seu primeiro mandato (2014-2018).

Disse que, por merecer a confiança dos associados, caso ganhe, dará continuidade às actividades desenvolvidas ao longo do seu primeiro mandato. Salientou a conclusão do processo de passagem à reforma de todos os sócios inscritos na AAC/FNLA junto às estruturas competentes do Governo, bem como a graduação (alguns a título póstumo) de vários militares. Para esse propósito, há várias propostas remetidas ao Presidente da República, João Lourenço, enquanto Comandante-em-Chefe das Forças Armada Angolanas (FAA). Entre elas contam-se 27 para ex-militares ainda em vida, 46 a título póstumo, incluindo o presidente fundador da FNLA, Holden Roberto, que foi o comandante do ELNA.

Segue-se um número de tenentes generais, brigadeiros e oficiais dos escalões imediatos, com base no organigrama de chefias das Forças Armadas Angolanas. Disse ainda que dará prosseguimento a um projecto agro-pecuário na província de Malanje, destinado a desenvolver a agricultura mecanizada, que, porém, está paralisado por questões burocráticas na província. Participam nesta assembleia mais de 500 associados, à excepção dos das províncias da Huíla e do Cunene, por razões justificadas. A comissão eleitoral é dirigida pelo veterano comandante Carlos de Oliveira, secundado por António Luindula e Kanasidilo Aleluia.

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