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Carta do leitor: O PR e a subida no preço do cimento

Saudações estimado director do Jornal OPAÍS Depois do primeiro discurso sobre o Estado da Nação do Presidente da República, João Lourenço, nós, os jovens que, infelizmente, não fomos contemplados com residências em vários projectos imobiliários construídos pelo Governo, acreditamos que desta vez realizaríamos o sonho da casa própria com esforço próprio.

POR: Manuel Mateus Caterça
Luanda

É que o nosso Presidente tocou na questão da subida do preço do cimento, que para todo o jovem que está engajado na construção da sua própria casa é necessário que esteja a preço acessível. “Há uma concorrência desleal na indústria de cimento, que fez disparar os preços do produto no mercado, causado pela paralisação de duas fábricas, situação que urge colmatar”, disse João Lourenço. Embora não tenha reduzido a 700 ou 800 Kz, pouco depois dessas palavras do Presidente, as duas fábricas arrancaram e chegamos a comprar o cimento ao preços de 1300 e 1500 kz. Parece que foi apenas para inglês ver, pois, em meses os “Chico espertos” voltaram a disparar os preços e estão novamente fixados entre 2000 a 2500 Kz. Senhor Presidente!… Como é que a juventude vai acreditar nas promessas e políticas por si gizadas se continuamos na mesma lenga-lenga? Como vamos construir as nossas casas? Há cinco fábricas no nosso país, segundo a ministra da Indústria. Aliás, ainda nos damos ao luxo de exportar o cimento a outros países, enquanto nós, os mwangolês, temos dificuldades em adquirir esse produto nacional, porque os nossos salários não suportam os preços praticados. Falo do cimento, como poderia falar dos outros materiais de construção que, infelizmente, seguem o mesmo exemplo ou estão em situação pior. Por favor, não nos respondam mais com palavras. Queremos actos!

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