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Presidente moçambicano anuncia criação de grupos de trabalho para desarmamento da Renamo

O Presidente moçambicano anunciou a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo e a Renamo sobre a desmilitarização e a integração das forças do principal partido da Oposição.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou Quarta-feira a entrada em funcionamento da comissão de assuntos militares e de grupos de trabalho que vão dirigir a desmobilização, desarmamento e reintegração (DDR) da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da Oposição. “Estes grupos de trabalho vão concorrer para o sucesso do processo [de paz], que interessa a todos”, declarou Filipe Nyusi, citado ontem pelo Jornal de Notícias.

Para a DDR, além da comissão de assuntos militares, entraram em operação na Quarta-feira o Grupo Técnico Conjunto para o Enquadramento nas Forças de Defesa e Segurança, Grupo Técnico Conjunto para a DDR, Equipa de Monitoria e Verificação e o Grupo Internacional de Contacto. Cada um dos grupos será constituído por representantes do Governo e da Renamo. Na Quarta-feira, o Presidente moçambicano promoveu três oficiais militares indicados pela Renamo no âmbito dos consensos para a paz no país, anunciou a Presidência da República. Filipe Nyusi promoveu os coronéis Xavier António e Araújo Anderiro Maciacona ao posto de brigadeiro e o capitão-de-mar-e guerra Inácio Luís Vaz ao posto de comodoro.

O Presidente moçambicano anunciou no passado dia 6 a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo e a Renamo sobre a desmilitarização e a integração das forças do principal partido da Oposição. O actual processo negocial entre o Governo moçambicano e a Renamo arrancou há um ano, quando Filipe Nyusi se deslocou à Gorongosa, centro de Moçambique, para uma reunião com falecido líder da Renamo no dia 6 de Agosto do ano passado. Além do desarmamento e integração dos homens do braço armado do maior partido de oposição nas forças armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia também a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a uma revisão da Constituição em Julho.

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