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Restos mortais de Savimbi: Samakuva responde a Ângelo Tavares

Uma nota de imprensa do Secretariado da Presidência para a Comunicação e Imagem da UNITA, tornada pública ontem, em Luanda, dá conta que o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, escreveu uma carta ao ministro do Interior em que esclarece sobre a exumação e inumação dos restos mortais de Jonas Savimbi.

A nota refere que na reunião de 11 de Maio de 2015, com a delegação da UNITA, dirigida pelo engenheiro Ernesto Joaquim Mulato, o ministro do Interior apresentou a disponibilidade de constituir uma comissão que se ocuparia da materialização dos assuntos constantes no caderno de encargos. O líder da UNITA recorda que, decorrido mais um ano sem notícias, instou o seu então vice-presidente para, junto do ministro do Interior, apurar em que passo se encontrava o processo esclarece a aludida nota. A mesma acrescenta que no dia 12 de Julho de 2016, Ernesto Mulato endereçou uma carta a Ângelo Tavares, através da qual procurava obter informações respeitantes ao processo, cuja resposta nunca recebeu, apesar de o protocolo do ministro do Interior ter confirmado a recepção do ofício.

A nota esclarece que nessa carta, o líder da UNITA refere que os contactos estabelecidos em harmonia com o Despacho do então Presidente da República, José Eduardo dos Santos, enquanto Titular do Poder Executivo, visavam a exumação e inumação dos restos mortais de Jonas Savimbi, pelo que o desejo manifestado pelo grupo de trabalho no sentido de que fossem realizadas diligências para a localização do local em que o general Dembo foi enterrado não deveria interromper a execução da tarefa superiormente orientada. Mais adiante, a nota diz ainda que Isaías Samakuva refere, em carta enviada ao ministro do Interior, que três anos após a única reunião realizada entre as partes envolvidas e dois anos após o supracitado Ofício de 12 de Julho de 2016 não apresentava outra resposta, senão a que cedeu ao jornalista que a propósito do assunto o entrevistou.

Acrescentou que as declarações públicas feitas pelo ministro do Interior correspondiam à interpretação que a UNITA teve em relação ao silêncio que se verificou sobre um assunto de tamanha importância e orientado pelo despacho do então Titular do Poder Executivo. O líder da UNITA entende que o ministro do Interior tem motivos bastantes para questionar os órgãos internos do seu pelouro sobre o paradeiro do Ofício datado de 12 de Julho, que na carta não mencionou. Finalmente, o presidente da UNITA agradece o facto de o Ministério do Interior ter exprimido a sua disponibilidade, reiterada pelo Presidente da República, na audiência que concedeu há dois anos à direcção da UN ITA.

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