Jeniffer Tavira: “Quero que o país conheça o meu talento”

A música é sua paixão. Todavia, não abdica dos estudos. A jovem Jeniffer Tavira é a interlocutora de OPAÍS e revela qual é a sua aspiração ao canto, onde se iniciou ainda em tenra idade. Mas foi no coral da Igreja Metodista “Arpa da Chela”, onde descobriu a sua veia artística.

Jeniffer Tavira é uma jovem angolana, que passou a ser conhecida pela música “Nova Angola”, uma canção muito tocada durante o período eleitoral de 2017, uma composição que inicialmente tinha sido baptizada como “Ajude sem julgar”, mas com ideias colhidas do seu pai nasceu um outro produto. A jovem, que estuda Biotecnologia na China, não abdica da formação, pois quer antes formar- se e depois seguir uma carreira musical, paixão que nutre desde muito pequena. Ainda assim, a música continua a ser a sua companheira de todas as horas. “Quero que o país conheça o meu talento musical, estou a dar os primeiros passos, mas quando terminar a minha formação superior quero dedicar-me à música”, revela a aspirante a cantora, cujas referências são Elisabeth Mambo, Dodó Miranda e Tasha Cobbs, esta última cantora americana de música cristã.

Questionada sobre o estilo musical a que se vai dedicar, Jeniffer Tavira revela que ainda não definiu um estilo como tal, embora aprecie muito a música gospel, mas como artista está aberta a experimentar outras sonoridades melódicas. “Não defini ainda o meu estilo, porque nesta altura estou a experimentar várias sonoridades, apesar de que gosto do Gospel. As minhas composições são muito ligadas ao amor de Deus, ao próximo, e sobretudo ligadas à história bíblica”, salientou. Nessa empreitada, Jeniffer diz que conta com o apoio dos seus progenitores, pois eles têm sido os seus principais motivadores, além de que a incentivam a prosseguir os estudos e não perder de vista os seus objectivos. Por isso mesmo, antes de ter ido àquele país da Ásia, Jeniffer esteve antes no Quénia a aprender inglês e um ano depois emigra para a Malásia, onde começou a frequência em Biotecnologia-mas por ter conseguido uma bolsa de estudos, teve de fixar residência na China.

“Os meus pais têm-me apoiado muito, de modo que hoje, embora tenha a bolsa, trinta por cento dela é paga por eles, com as maiores dificuldades que se podem imaginar, devido à escassez de divisas com que o mercado se debate”, manifestou. Por outro lado, Jeniffer Tavira salienta que, embora a prioridade seja a formação académica, nos momentos vagos não deixa de compor e até mesmo fazer algumas apresentações para a comunidade em que está agora inserida, e diz que o feedback tem sido positivo. “Procuro mostrar aquilo que é a minha cultura, o meu trabalho enquanto artista. O retorno que tenho tido é bom e incentiva- me a continuar. Daí que a gravação de um álbum a posteriori está entre as minhas prioridades, mas antes preciso ser conhecida pela minha arte”, concluiu.

Perfil

Jeniffer Tavira de 22 anos de idade nasceu no Namibe mas é na Huíla (Lubango) onde descobriu-se como cantora, pois é nessa cidade do Sul de Angola em que os seus pais (Alfredo Tavira e Preciosa Tavira) residem com mais três irmãs, sendo ela a terceira do grupo de quatro irmãos. Considera-se uma pessoa bastante calma, simpática, simples, amiga dos seus amigos e muito focada nos seus objectivos. Está a aprender a tocar piano mas é o saxofone o seu instrumento de eleição. O livro “A esposa que eu quero ser” de Judith Kemp é nesta altura o seu livro de cabeceira. A música é, deveras, a arte que mais a fascina.