Lino Ucaca reconduzido à liderança dos antigos combatentes da FNLA

Passados quatro anos, e à luz dos seus estatutos, os antigos combatentes do ELNA vão hoje a votos para eleger uma nova direcção.

A A III assembleia geral da Associação dos Antigos Combatentes(AAC/FNLA) realizada ontem, em Luanda, reconduziu Lino Massaqui Ucaca para mais um mandato de quatro anos à frente desta associação. Lino Ucaca, que encabeçou a lista B, venceu com 284 votos, contra 25 do seu concorrente directo, Justino Caquenha, em acto considerado livre e justo pela comissão eleitoral liderado por Carlos de Oliveira. Em declarações a este jornal, após ser anunciado o resultado, Lino Ucaca reiterou que dará continuidade às actividades desenvolvidas durante o seu primeiro mandato.

Destacou a conclusão do processo de passagem à reforma de todos os sócios inscritos na AAC/ FNLA, junto das estruturas competentes do Governo, bem como a graduação (alguns a título póstumo) de alguns militares. Vai dar, também, continuidade a um projecto agro-pecuário na província de Malanje, para desenvolver a agricultura mecanizada, mas que se encontra interrompido por questões burocráticas nesta província. Disse ainda que durante o seu mandato vai perspectivar a construção de uma escola para filhos de antigos combatentes, na comuna do Lar do Patriota, município de Belas, cujo terreno está a ser negociado com a administração local. Segundo ainda a fonte, vai continuar a trabalhar para levar a associação a um patamar mais alto, tanto a nível nacional como internacional, e lutar para a dignidade do antigo combatente do ELNA, antigo braço da FNLA.

Por seu turno, Justino Caquenha, após reconhecer a derrota, garantiu que continuará a trabalhar para voltar a candidatar-se em 2022, tendo enaltecido a vitória do vencedor pelo facto de “reflectir a vontade da maioria”. A escolha do vencedor, segundo Caquenha, obedeceu a mais um jogo democrático, realçando que em democracia deve-se respeitar a vontade dos eleitores, como é o caso da escolha do seu colega Lino Ucaca. A assembleia decorreu sob o lema “Antigos Combatentes, Juntos Seremos Mais Fortes”, e teve a participação de representantes de 16 províncias, com a excepção da Huíla e do Cunene, por motivos justificados.