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Pentágono acredita que a China treina com base em alvos dos EUA

Bombardeiros chineses estão a treinar-se “provavelmente” com base em alvos americanos e aliados no Pacífico, revela um relatório do Pentágono, que detalha como Pequim está a transformar as suas forças terrestres para “lutar e ganhar”.

No relatório anual entregue ao Congresso e divulgado nesta Quinta-feira, o Pentágono destaca a crescente influência militar, económica e diplomática da China e como Pequim está a aproveitar para imprimir a sua rede digital e estabelecer o seu domínio regional. Em relação ao poder aéreo do gigante asiático, o relatório afirma que os bombardeiros chineses estão a desenvolver uma capacidade de atacar objectivos distantes da China. “Nos últimos três anos, o Exército Popular de Libertação expandiu rapidamente as suas áreas de operação de bombardeamentos marítimos, adquirindo experiência em regiões críticas e provavelmente treinando para ataques a objectivos americanos e aliados”, destaca o documento, acrescentando que a China está a aprimorar as suas operações no Pacífico.

O Exército Popular desenvolve a “capacidade para atacar as forças americanas e aliadas, assim como as bases militares do Oceano Pacífico ocidental, incluindo Guam”, destaca o relatório. No ano passado, o Presidente Xi Jinping ordenou ao Exército Popular para intensificar os esforços a fim de desenvolver uma força capaz de “lutar e ganhar” guerras. “O propósito destas reformas é criar uma força terrestre mais móvel, modular e letal, capaz de ser o núcleo das operações conjuntas e de cumprir a orientação de Xi Jinping de ‘lutar e ganhar’”, assinala o relatório.

O orçamento militar chinês para 2017 foi de cerca de 190 biliões de dólares, muito abaixo dos cerca de 700 bis destinados ao Pentágono. O relatório avalia, como no ano passado, que a China buscará estabelecer novas bases em países como o Paquistão. O documento também revela os actuais preparativos militares da China para uma “contingência” no Estreito de Taiwan. Oficialmente, a China defende uma reunificação pacífica com Taiwan, mas não descarta o uso da força, assinala o documento. Com quase um milhão de homens, o Exército Popular é a maior força terrestre permanente do planeta.

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