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Rodrigues Faztudo: Demissão foi a oportunidade para abrir o negócio dos sonhos

Chama-se Rodrigues Faztudo, jovem de 33 anos de idade, que viu o seu nome na lista de trabalhadores que haviam sido demitidos de uma companhia petrolífera, fruto da actual conjuntura macroeconómica que o país atravessa.

Natural de Luanda, Faz tudo formou-se em Engenharia de Petróleos, mas foi na Engenharia informática que encontrou um lugar para empreender. Após dez anos a trabalhar numa companhia de petróleos de renome, o jovem contou-nos que foi despedido da empresa numa altura em que precisava muito do rendimento mensal para sustento da família. Conta que, após o despedimento, o pouco dinheiro que conseguiu poupar enquanto trabalhou, cerca de 6 milhões, decidiu investir num Cyber Café. No início, o Cyber contava apenas com quatro computadores e uma máquina copiadora com impressora, mas aos poucos o negócio foi crescendo e hoje o seu estabelecimento já conta com 10 computadores e quatro impressoras com funções de copiar e scannear documentos.

Hoje, o seu nome é uma referência em Viana, onde, para além de serviço de Internet disponibiliza também os serviços de impressão, cópia, plastificação, digitalização de trabalhos escolares, encadernação, convites de casamentos entre outros. Denominado “ Rodrigues ”, o pequeno negócio já lhe rende alguma coisa que serve para sustentar a família, pagar salários e fazer novos investimentos. “Como ao redor do meu estabelecimento existem outros Cybers e “konicas” que prestam os mesmos tipos de serviços, decidi apostar no serviço de Internet e assim diferenciar- me dos demais”, disse. Por estar numa área de referência, actualmente chega a atender 60 ou mais pessoas por dia, tendo como maior procura o serviço de Internet.

Os principais clientes são pessoas que diariamente vão à procura dos serviços na Administração Municipal de Viana, estudantes das escolas que estão ao redor da Vila de Viana e, com principal incidência, jovens desempregados que desejam enviar o seu Curriculum Vitae aos sites de emprego. Rodrigues conta ainda que, diariamente, auxilia essas pessoas e, por isso, aposta sempre em formações ligadas a sua área de trabalho, a fim de melhorar os seus conhecimentos e assim ajudar os clientes que o solicitam. Os preços no cyber variam de acordo com o tipo de serviço, para a Internet, por exemplo, uma hora custa Kz 300 e as cópias 15 Kz de cada lado, a preto e branco, enquanto a cópia colorida custa Kz 100 por cada lado. Actualmente com três funcionários, realça que as principais dificuldades são as falhas do sinal de Internet, aquisição de material no mercado e também a restrição do espaço onde trabalha.

Projectos

Com o estabelecimento em funcionamento há um ano, Rodrigues Faztudo almeja alargar os serviços, principalmente para a área de impressão de lonas e erguer uma infra-estrutura própria, uma vez que o estabelecimento onde montou o seu negócio é alugado.

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