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UNITA acusa MAT de conduzir mal o processo de auscultação das autarquias locais

A acusação é de um quadro sénior do partido do “galo negro” da província de Benguela, que diz que o processo começou mal

POR:Constantino Eduardo,
em Benguela

O secretário provincial para formação e quadros da UNITA em Benguela, Crisóstomo Domingos Chipilica, acusou o Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado (MAT) de ter conduzido mal o processo de recolha de contribuições para o Pacote Legislativo Autárquico. De acordo com o responsável, o processo de auscultação que levará o país à implementação das autarquias locais não foi bem conduzido por este departamento ministerial por não ter correspondido aos padrões internacionais.

“Esta auscultação que se fez à sociedade não é aquela que devia ser feita ou tem sido feita nos outros países. Nós podíamos pensar, por exemplo, num referendo”, disse Crisóstomo Chipilica. Para o responsável, o MAT continua a insistir no gradualismo geográfico, “quando vários segmentos sociais não se revêm em tal proposta”, apelando, deste modo, a que, dada as responsabilidades que lhe cabem, este órgão deve levar em conta as sugestões contrárias.“As elites mais esclarecidas do país estão todas na repulsa do gradualismo geográfico, mas as comunidades nas aldeias, que nós chamamos de Angola profunda não foram informadas sobre isso”, disse.

Ganhar e governar

No âmbito da implementação das autarquias, as ambições políticas da UNITA nesta província consistem em eleger um número considerável de autarcas e governar a maior parte do território da província. Por essa razão, o seu partido continua a desenvolver seminários de capacitação, para permitir aos quadros informar melhor as comunidades sobre os princípios do gradualismo geográfico, defendido pelo Governo, e o funcional pelo seu partido. Nesta senda, o secretariado provincial da UNITA em Benguela já capacitou perto de mil quadros como antecâmara para os desafios políticos que se avizinham. Informou que, no Norte da província foram capacitados mais de 600 membros, e 200 a Sul. Desde o dia 14 deste mês, estão em acção formativa outros 300 quadros.

Crisóstomo Chipilica justificou que os quadros, fundamentalmente jovens, precisam de saber os desafios que esta força política terá, para tirarem o maior proveito possível durante o processo da sua implementação. Salientou que o seu partido leva a cabo, desde Fevereiro deste ano, um ciclo de formação em todos os municípios da província, visando potenciar os quadros para responderem às exigências autárquicas. Para haver melhor resposta, disse o responsável, torna-se imperioso a preparação política deles, de maneira a esgrimirem objectivamente o impacto das autarquias para a vida das comunidades.

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