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Escola Rural de Cabiri acalenta “sofredores”

Desde que foi criada, em 2010, a Escola Rural de Cabiri já recuperou e reintegrou na sociedade cerca de 4 mil jovens.

POR: Domingos Bento

Os técnicos da Escola Rural de Cabiri, Cidadela Jovens de Sucesso, passaram a contar, desde Sexta-feira, com uma ambulância para transportarem os pacientes para outras unidades sanitárias de Luanda, oferecida pelo Ministério da Saúde. A referida Escola, um projecto de iniciativa pública, alberga mais de 400 menores, dos quais, 120 vivem em regime de internamento e outros nas zonas circunvizinhas do projecto, como Catete, Cabo Ledo e Mazozo. Apesar de dispor de um posto médico, a instituição não conseguia fazer a evacuação de pacientes com patologias que necessitassem de assistência sanitária especializada. No entanto, ante a situação, o Ministério da Saúde ofereceu à Escola uma ambulância, equipada com todos os meios para os primeiros socorros, que vai ajudar no transporte de doentes com maior conforto e segurança, evitando assim que chegam a agravar o estado clínico.

No entanto, durante o acto de entrega, o secretario de Estado do Trabalho e Segurança Social, Manuel Moreira, fez saber que, com o meio posto à disposição, poupam-se os esforços do pessoal clínico e haverá uma melhoria significativa na assistência dos menores internados naquela instituição de ensino. “Há muito que, de facto, precisávamos de um instrumento que nos ajudasse a melhorar a evacuação dos nossos jovens para outras unidades, quando a necessidade se justificasse”, frisou. Acrescentou de seguida que “pensamos que com esse jeito haverá uma melhoria significativa na vida dos jovens, já que sem saúde não é possível haver formação.

São duas acções que se combinam”. Desde que foi criada, em 2010, a Escola Rural de Cabiri já recuperou e reintegrou na sociedade cerca de 4 mil jovens. No espaço, além da recuperação, os adolescentes são submetidos a formação académica que se estende até à 9ª classe e um pacote de formação técnico-profissional, nas mais diversas áreas de actividade, como a serralharia, construção civil, carpintaria e agropecuária, que é das formações mais importantes do espaço. Construído numa área de oito hectares, o projecto dispõe ainda de outros vinte hectares de terra arável onde são desenvolvidos a criação de gados, a plantação vários tipos de produtos agrícolas, a produção de leite e iogurtes. Todas essas actividades são desenvolvidas pelos próprios internatos.

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