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23 por cento dos luandanses se sentem inseguros em casa

vinte três por cento dos moradores de Luanda se sentem inseguros na sua própria casa, revela um estudo levado a cabo pelo Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela e pelo Instituto Superior Politécnico Sol Nascente do Huambo que será apresentado hoje, pelas 17 horas.

Os dados preliminares desta pesquisa serão publicados à margem da Conferência Sobre Segurança e Desenvolvimento Polícia detém os três supostos assassinos de um 3º subchefe que decorrerá no Hotel Epic Sana. A abordagem, que retrata o estado actual da segurança na capital do país, aponta ainda que a maior parte dos crimes ocorrem no período da noite, sendo que, em 42 por cento dos casos, a Polícia não toma conta da situação.

O estudo revelou, igualmente, que o tempo de resposta das forças da Ordem está muito aquém da expectativa dos cidadãos. O aparecimento da Polícia imediatamente após a ocorrência do ilícito criminal sucede em apenas 13 por cento dos casos, já que, em quase metade dos acontecimentos, aprece apenas entre duas e três horas depois, algo que deixa os cidadãos ainda mais preocupados. A maioria dos inquiridos é de opinião de que, para a Polícia “amedrontar” os criminosos, deve usar de mais força e violência contra estes, o que revela bem a intolerância que os cidadãos apresentam em relação aos delinquentes.

A investigação indica ainda que não obstante ao facto de na imprensa nacional se noticiar que o aumento do desemprego está a contribuir para aumento da criminalidade, grande parte dos abordados por este estudo não concordam que a falta de trabalho seja a causa da prática de crimes. Outra situação tem a ver com o facto de o sentimento de insegurança que, em alguns casos não coincide com a sentimento de vitimização, tender a agudizar-se devido à percepção que os cidadãos sobre o acesso a armas de fogo por parte dos meliantes. Quando questionados se achavam que os meliantes tinham mais facilidade em obter armas de fogo, 62 por cento respondeu afirmativamente, enquanto 15 ficou-se pelo não. Outros 23 por cento defenderam o benefício da dúvida.

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